Abraço que Salvou Vira Agonia: Jovem Aguarda Vaga Psiquiátrica Imobilizado em UPA


Um gesto de heroísmo e compaixão, que comoveu Campo Grande, contrasta com a dura realidade enfrentada por um jovem de 23 anos. Após ser resgatado de uma tentativa de suicídio por uma policial militar, o rapaz permanece há sete dias imobilizado na UPA Coophavila II, à espera de uma vaga em um hospital psiquiátrico. O caso expõe a fragilidade do sistema de saúde mental e a angústia de uma família em busca de apoio.

O momento do resgate, marcado por um abraço entre o jovem e a policial, simbolizou a esperança de um recomeço. No entanto, a família denuncia que o acolhimento se limitou ao ato heroico. “Ele está com as pernas e os braços todos amarrados. É triste”, desabafa a tia do jovem, que preferiu não se identificar, revelando o sofrimento diário enfrentado pelo paciente e seus familiares.

A espera angustiante por uma vaga agrava o estado emocional do jovem, que permanece em surto e sob supervisão médica. A família relata que a situação se torna insustentável, com pais exaustos física e psicologicamente. A busca por atendimento psiquiátrico contínuo tem sido uma luta constante desde fevereiro, quando o jovem apresentou os primeiros sinais de crise durante o serviço militar.

“Ele era internado, voltava para casa, era internado de novo”, relata a tia, expondo a dificuldade de acesso a tratamento adequado e à assistência nos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial). A falta de psiquiatras disponíveis agrava a situação, criando um ciclo de internações e crises recorrentes. Mesmo com o apoio dos policiais que realizaram o resgate, a família se sente desamparada e clama por uma solução.

O Campo Grande News entrou em contato com a prefeitura de Campo Grande em busca de esclarecimentos sobre a demora na disponibilização da vaga, mas não obteve retorno até o momento da publicação desta reportagem. Em momentos de crise, o GAV (Grupo Amor Vida) oferece apoio emocional gratuito pelo número 0800 750 5554. Vítimas de depressão e outros transtornos podem buscar ajuda no Núcleo de Saúde Mental, CAPS ou pelos telefones 141 e 188 do CVV (Centro de Valorização da Vida), 190 da PM e 193 dos Bombeiros.

Fonte: http://www.campograndenews.com.br


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