Até o fim deste mês, Darci Piana é o governador do Paraná. Ratinho Junior está em férias, mas o Estado segue funcionando sem qualquer sobressalto. Não é novidade. Desde 2019, Piana já assumiu o comando do Executivo em cerca de 15 ocasiões oficiais, acumulando aproximadamente quatro meses no exercício direto do cargo.
Não como formalidade. Como sustentação real de uma gestão que nunca perdeu o ritmo.
Um exemplo concreto ocorreu em maio de 2023. Enquanto Ratinho Junior cumpria missão internacional nos Estados Unidos e em Portugal, foi Darci Piana quem conduziu o governo e participou diretamente das tratativas com o Banco Mundial relacionadas ao financiamento de US$ 130 milhões para modernização do Estado. Uma decisão estruturante, que exigia confiança absoluta.

Essa dinâmica se repetiu ao longo dos anos. Enquanto Ratinho projetava o Paraná no exterior, atraindo investimentos e consolidando o Estado no cenário internacional, foi Piana quem garantiu a estabilidade interna. O entrosamento entre ambos não é circunstancial. É estrutural.
Nos bastidores, Darci Piana é parte do núcleo mais restrito de confiança do governador. E com a perspectiva cada vez mais concreta de uma candidatura presidencial de Ratinho Junior em 2026, abril surge como ponto decisivo. Caso o governador renuncie, será Piana quem assumirá definitivamente o comando do Paraná.
Não como surpresa. Mas como continuidade natural de quem já governou o Estado por meses e ajudou a sustentar um dos projetos políticos- administrativo mais bem-sucedidos do país.
Darci Piana não é apenas o vice. É um garantidor da estabilidade — e, possivelmente, o próximo governador do Paraná.








