erros de grafia marcam atividade inicial em escola cívico-militar de são paulo


A implementação do modelo cívico-militar em escola estadual de Caçapava registra equívocos na escrita durante apresentação pedagógica

erros de grafia marcam atividade inicial em escola cívico-militar de são paulo
Quadro com erros de grafia em atividade da escola cívico-militar em São Paulo. Foto: Folhapress

Implementação do modelo cívico-militar em Caçapava apresenta erros de grafia em comandos militares durante aulas iniciais.

Erros de grafia marcam início do programa em escola cívico-militar de São Paulo

A implementação da escola cívico-militar de São Paulo teve início em Caçapava com um episódio que chamou atenção: erros de grafia foram registrados durante uma atividade sobre comandos militares no primeiro dia letivo. Termos como “descançar” e “continêcia” foram escritos incorretamente no quadro, gerando questionamentos sobre a atuação dos monitores nesse contexto. Vinicius Neiva, secretário executivo da Secretaria Estadual de Educação, destacou que o modelo cívico-militar não altera a proposta pedagógica da rede estadual.

Papel e limitações dos monitores militares no ambiente escolar

Os monitores do programa Escola Cívico-Militar são policiais militares aposentados que atuam como apoio à rotina escolar, focando na disciplina e promoção de valores cívicos. Segundo a Secretaria da Educação, eles não devem ministrar aulas nem exercer função pedagógica, que permanece exclusiva dos professores. A atividade que apresentou os erros foi uma exceção pontual durante o processo de implementação e não integra a rotina do programa. As ações dos monitores concentram-se em orientações sobre disciplina e cidadania, sem interferir no conteúdo curricular.

Críticas e controvérsias sobre o modelo cívico-militar em escolas públicas

O sindicato Apeoesp rechaça o modelo cívico-militar, classificando-o como inconstitucional e questionando a presença de militares aposentados sem formação pedagógica em contato direto com alunos. A entidade ressalta que a promoção da disciplina e civismo cabe aos professores, que possuem preparo específico para atuar junto aos estudantes. Além disso, o sindicato critica a falta de debate com a comunidade escolar antes da contratação dos monitores, evidenciando uma resistência significativa ao programa nas escolas públicas do estado.

Escala e investimento no programa Escola Cívico-Militar em São Paulo

O programa alcança cerca de cem escolas da rede estadual, atendendo aproximadamente 53 mil alunos, o equivalente a 1,5% das matrículas no estado. Em 2026, 11 escolas do Vale do Paraíba adotaram o modelo, distribuídas em dez cidades. O custo anual estimado é de R$ 17 milhões, destinados aos pagamentos dos militares aposentados envolvidos. Cada monitor recebe uma diária de R$ 301,70, podendo acumular cerca de R$ 6.000 por mês, o que se soma à aposentadoria, considerando carga máxima de 40 horas semanais. A maioria dos monitores são praças, sem exigência de ensino superior.

Monitoramento e avaliação contínua dos monitores nas unidades escolares

Para garantir a adaptação e bom desempenho, todos os monitores do programa Escola Cívico-Militar passam por avaliações semestrais conduzidas pela gestão estadual. O acompanhamento visa verificar a permanência e efetividade da atuação desses profissionais nas escolas. Essa medida busca assegurar que o apoio oferecido contribua positivamente para a rotina escolar, respeitando as atribuições pedagógicas dos professores e mantendo a qualidade do ensino público.

Desafios e perspectivas para o futuro do modelo cívico-militar na educação paulista

A implantação do modelo cívico-militar enfrenta desafios relacionados a sua aceitação e efetividade, principalmente diante das críticas dos profissionais da educação e da comunidade escolar. A correção rápida dos erros de grafia no quadro evidencia a necessidade de maior preparo dos monitores para atuar no ambiente escolar. A Secretaria da Educação mantém que o modelo reforça valores como disciplina e cidadania sem interferir na proposta pedagógica, mas o debate sobre seu impacto educacional e social permanece em aberto, exigindo acompanhamento atento das autoridades e sociedade.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Folhapress


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