Moraes nega ligações para Galípolo sobre compra do Banco Master


Ministro do STF desmente reportagem e esclarece encontros com presidente do BC em contexto da Lei Magnitsky

Moraes nega ligações para Galípolo sobre compra do Banco Master
O ministro Alexandre de Moraes em evento público no STF, Brasília, 2025. Foto: Folhapress

Ministro Alexandre de Moraes nega ter feito seis ligações a presidente do BC para pressionar compra do Banco Master pelo BRB; esclarece que encontros trataram da Lei Magnitsky.

O ministro do STF Alexandre de Moraes refutou veementemente as alegações de que teria ligado seis vezes em um único dia para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na tentativa de pressionar a aprovação da compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília). A notícia, divulgada por veículos de imprensa, gerou questionamentos sobre a atuação do magistrado em meio a uma investigação financeira de grande repercussão.

Contexto da Controvérsia e Importância da Notícia

A polêmica gira em torno do Banco Master, que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, após suspeitas de fraudes que somam cerca de R$ 12 bilhões. Daniel Vorcaro, controlador da instituição, foi preso e posteriormente monitorado por tornozeleira eletrônica. No meio desse cenário, surgiram relatos de múltiplos contatos entre Moraes e Galípolo, supostamente para tratar da operação de aquisição do Master pelo BRB.

O ministro Alexandre de Moraes, entretanto, negou a existência de tais ligações e afirmou que as reuniões mantidas com o presidente do BC foram estritamente relacionadas aos efeitos da Lei Magnitsky — legislação norte-americana que aplicou sanções financeiras contra ele e sua esposa, Viviane Barci de Moraes.

Detalhes das Reuniões e Contatos

  • Reuniões Confirmadas: 14 de agosto e 30 de setembro de 2025
  • Assuntos Tratados: Efeitos da aplicação da Lei Magnitsky, sem qualquer menção ou pressão sobre a operação BRB-Master
  • Negativa Expressa: Moraes negou quaisquer ligações telefônicas para Galípolo, bem como qualquer pressão relativa à compra do Master
  • Contrato Envolvendo Escritório da Família Moraes: O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes tinha contrato com o Banco Master, mas segundo o ministro, não atuou na operação de aquisição

Adicionalmente, o Banco Central confirmou ter mantido reuniões com Moraes para tratar dos impactos da Lei Magnitsky, mas não forneceu detalhes sobre os encontros nem confirmou relatos de pressão para liberação da venda. Ainda chama a atenção que esses encontros não constam na agenda pública do presidente do BC nem de seus diretores.

Impactos e Reações Políticas

A divulgação das supostas ligações ampliou o debate político, com opositores cobrando explicações formais do ministro. A crítica central está na possível influência indevida sobre decisões financeiras e regulatórias, especialmente diante do contrato milionário entre o escritório da esposa de Moraes e o Banco Master.

O ministro se posicionou com notas oficiais esclarecendo que não houve qualquer tentativa de interferir na operação bancária e ressaltando que as reuniões com o presidente do BC foram exclusivamente para tratar da aplicação da legislação americana de sanções.

Como Acompanhar o Caso

Para os interessados em acompanhar os desdobramentos da questão, recomenda-se atenção às seguintes fontes e fatos:

Notificações oficiais do STF e Banco Central
Atualizações sobre a investigação e situação do Banco Master

  • Posicionamentos políticos e manifestações públicas sobre o tema

O episódio reforça a importância da transparência institucional e do debate público acerca das relações entre o Judiciário e as instituições financeiras, especialmente em casos de alta complexidade e sensibilidade política.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Folhapress


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