Lula Afirma que Desigualdade no Brasil Atinge Mínimo Histórico com Novas Medidas Fiscais


Em pronunciamento em cadeia nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que a desigualdade no Brasil alcançou o menor nível da história. A afirmação veio acompanhada do anúncio da isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil, juntamente com o aumento da taxação sobre as altas rendas. Ambas as medidas, segundo o presidente, visam promover uma distribuição de renda mais justa e entrarão em vigor a partir de janeiro.

A medida, sancionada recentemente em Brasília, cumpre uma das principais promessas de campanha de Lula em 2022. Durante seu discurso, o presidente também destacou outros programas sociais implementados por seu governo, como o Pé-de-Meia, Luz do Povo e Gás do Povo. O objetivo, segundo ele, é garantir que a população tenha acesso a serviços essenciais e oportunidades.

“Graças a essas e outras políticas, a desigualdade no Brasil é hoje a menor da história”, afirmou Lula durante o pronunciamento. Contudo, ele ressaltou que o país ainda enfrenta desafios significativos, uma vez que “o 1% mais rico acumula 63% da riqueza do país, enquanto a metade mais pobre da população detém apenas 2% da riqueza”.

A mudança no Imposto de Renda, segundo o presidente, é um passo crucial para alterar essa realidade. “Queremos que a população brasileira tenha direito à riqueza que produz, com o suor do seu trabalho”, completou Lula. Ele assegurou que o governo continuará combatendo os privilégios de poucos para defender os direitos e as oportunidades de muitos.

Para ilustrar o impacto da medida, Lula exemplificou que um trabalhador com salário de R$ 4.800 poderá economizar cerca de R$ 4 mil por ano com a isenção do Imposto de Renda, o que equivale a quase um décimo quarto salário. Essa compensação, explicou o presidente, virá da taxação dos super-ricos, que correspondem a cerca de 140 mil pessoas com rendimentos elevados.

O governo estima que o dinheiro extra nas mãos dos beneficiados deve injetar aproximadamente R$ 28 bilhões na economia. No entanto, a nova lei não altera a tabela do Imposto de Renda como um todo. Ou seja, quem ganha mais de R$ 7.350 continuará sujeito à alíquota de 27,5%. Uma correção completa da tabela, segundo cálculos governamentais, custaria mais de R$ 100 bilhões por ano.

Para compensar a perda de arrecadação com a isenção, o governo implementará uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano, o que corresponde a cerca de 140 mil contribuintes. Atualmente, contribuintes de alta renda recolhem, em média, uma alíquota efetiva de 2,5% de IR sobre seus rendimentos totais, enquanto trabalhadores em geral pagam entre 9% e 11%.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br


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