PMs são presos após diálogos em câmera corporal sobre furto de fuzil no RJ


Investigação revela que policiais militares teriam desviado armamento durante operação no complexo da Penha

PMs são presos após diálogos em câmera corporal sobre furto de fuzil no RJ
Câmera corporal flagrou diálogos que indicam desvio de fuzil. Foto: Folhapress

Diálogos entre PMs sugerem desvio de fuzil apreendido durante operação no Rio de Janeiro.

Prisão de Policiais Militares por Suspeitas de Desvio

No dia 28 de outubro, a Corregedoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro prendeu cinco agentes do Batalhão de Choque sob suspeita de desvio de um fuzil apreendido durante a megaoperação Contenção, realizada no complexo da Penha. Os diálogos registrados por câmeras corporais indicam que os policiais estavam cientes de suas ações e discutiam o armazenamento do armamento não apresentado formalmente às autoridades.

Detalhes da Megaoperação Contenção

A operação, que visava combater o tráfico de drogas e a criminalidade na região, resultou em intenso confronto entre os policiais e suspeitos. Durante os confrontos, um dos PMs recolheu um fuzil do chão, mas não fez a apreensão formal do armamento, levando a uma investigação da Corregedoria. A decisão do juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venancio Braga, do Tribunal de Justiça do Rio, destaca a gravidade da situação, afirmando que as conversas entre os policiais sugerem um possível desvio e ocultação do armamento.

Diálogos Comprometedores

Na gravação, um dos policiais, identificado como o terceiro sargento Eduardo de Oliveira Coutinho, é ouvido conversando com o subtenente Marcelo Luiz do Amaral sobre guardar o fuzil na mochila. Coutinho diz: “Eu vou tirar e colocar na minha mochila de novo, está separado, pode botar nesse daí?”. Essa troca de informações entre os PMs levanta questionamentos sobre a intenção deles em ocultar o fuzil apreendido.

Desvio de Outros Materiais

Além do fuzil, os diálogos também revelam uma preocupação com a retirada de peças do veículo de um comerciante. Coutinho menciona a necessidade de um farol e sugere que os PMs se dirijam a um local deserto para não serem vistos. Essa busca por materiais e a maneira como discutem sua ocultação indicam uma conduta suspeita, reforçando as alegações de desvio de conduta dentro da corporação.

Resposta da Polícia Militar

A Polícia Militar se manifestou afirmando que não compactua com desvios de conduta e que todos os envolvidos serão punidos de acordo com a lei. A corporação destacou que a investigação está em andamento e que medidas rigorosas serão tomadas para garantir que a integridade da instituição seja mantida.

Investigação em Andamento

Além dos cinco policiais já presos, outros cinco agentes estão sendo investigados e alvos de busca e apreensão. A responsabilidade das investigações recai sobre a 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar, que está analisando as gravações e outros evidências coletadas durante a operação. O caso levanta questões sobre a ética e a responsabilidade dos policiais em situações de confronto e apreensão de armamentos.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Folhapress


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