STF condena cúpula da PM do DF por omissão em ataques de 8 de janeiro


Ministro Alexandre de Moraes propõe penas severas para os réus envolvidos na omissão durante os eventos golpistas

STF condena cúpula da PM do DF por omissão em ataques de 8 de janeiro
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: m — Foto: m mostra a fachada do Supremo Tribunal Federal (STF

Ministro do STF vota pela condenação de cinco membros da cúpula da PM do DF por omissão nos ataques golpistas de 8 de janeiro.

STF determina condenação de membros da cúpula da PM do DF por omissão

No dia 28 de novembro de 2023, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela condenação de cinco ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) por omissão durante os ataques golpistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023. O julgamento, que se dá no plenário virtual da corte, se estenderá até o dia 5 de dezembro.

Crimes atribuídos aos réus

Moraes argumentou que os militares cometeram crimes graves, incluindo tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Ele propôs penas que somam 16 anos para os réus, oferecendo uma combinação de 13 anos e seis meses de reclusão, dois anos e seis meses de detenção, além de multas correspondentes a 100 dias de salário-mínimo. Entre os acusados estão o então comandante-geral da PM-DF, Fábio Augusto Vieira, e o ex-subcomandante-geral, Klepter Rosa, além de três coronéis.

Omissão e adesão a propósitos criminosos

O voto de Moraes destacou que os militares se omitiam diante da violência crescente que culminou nos ataques de janeiro. O ministro afirmou que a cúpula da PMDF, ao não agir, aderiu a propósitos criminosos que visavam a desestabilização do governo legitimamente eleito. Em sua análise, Moraes ressaltou que a violência se intensificou desde a proclamação do resultado das Eleições Gerais de 2022, refletindo uma tentativa organizada de golpe.

Absolvição e provas apresentadas

Apesar das condenações propostas, Moraes absolveu dois outros militares, o major Flávio Silvestre de Alencar e o tenente Rafael Pereira Martins, que também foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro enfatizou que a PGR argumentou que a PMDF tinha informantes infiltrados nos movimentos de insurgência, que deveriam ter alertado os oficiais sobre a necessidade de ação preventiva.

Consequências e próximos passos

Os sete réus do caso permanecem em liberdade provisória, utilizando tornozeleiras eletrônicas enquanto aguardam o desfecho do julgamento. O caso representa um marco importante na responsabilização de autoridades por omissão em momentos críticos para a democracia. O próximo passo será a análise detalhada do caso pela Primeira Turma do STF, que decidirá sobre as penas e a culpabilidade dos réus até o dia 5 de dezembro.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: m mostra a fachada do Supremo Tribunal Federal (STF


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