Guarda Nacional Morre Após Ataque Próximo à Casa Branca; FBI Investiga Terrorismo


Sarah Beckstrom, membro da Guarda Nacional, faleceu após ser baleada em um ataque próximo à Casa Branca, informou o Presidente Donald Trump na quinta-feira. O incidente, que também deixou outro membro da Guarda Nacional em estado crítico, está sendo investigado pelo FBI como um possível ato de terrorismo. A tragédia ocorreu durante o feriado de Ação de Graças, gerando ondas de choque por toda a nação.

O ataque, descrito pelas autoridades como uma “emboscada”, vitimou dois soldados da Guarda Nacional que patrulhavam a área. Em uma videochamada de Ação de Graças com as tropas americanas, Trump expressou a “angústia e o horror” da nação diante do ocorrido, classificando o atirador como um “monstro selvagem”. A vítima fatal, Sarah Beckstrom, tinha 20 anos e integrava a Guarda Nacional da Virgínia Ocidental.

O atirador foi identificado como Rahmanullah Lakanwal, um afegão de 29 anos que havia trabalhado com as forças americanas no Afeganistão e imigrado para os Estados Unidos em 2021. Trump relacionou o incidente à sua política de combate à criminalidade, sugerindo que o atirador poderia estar “incomodado porque não podia cometer crimes”. As autoridades ainda investigam a motivação por trás do ataque.

Em resposta ao ataque, o Presidente Trump anunciou medidas drásticas em relação à imigração, incluindo a suspensão do processamento de solicitações de afegãos. “Devemos tomar todas as medidas necessárias para assegurar a expulsão de qualquer estrangeiro de qualquer país que não pertença aqui ou que não traga benefícios ao nosso país”, declarou Trump em vídeo divulgado na quinta-feira. “Se não podem amar o nosso país, não os queremos”.

Adicionalmente, o governo anunciou uma revisão do estado migratório de residentes permanentes de 19 países, incluindo Afeganistão, Cuba e Venezuela. A Procuradora Federal Jeanine Pirro informou que Lakanwal, residente no estado de Washington, viajou de carro até o local do ataque e enfrenta acusações de agressão com intenção de matar. “Ele escolheu o alvo errado, a cidade errada e o país errado”, afirmou Pirro.

O diretor da CIA, John Ratcliffe, revelou que o suspeito fazia parte de um comando apoiado por Washington que lutou contra os talibãs no Afeganistão, tendo chegado aos Estados Unidos por meio de um programa de realocação de colaboradores da CIA. Em meio à investigação, o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou a mobilização de 500 soldados adicionais em Washington, elevando o contingente total para mais de 2.500, apesar de uma suspensão judicial anterior.

Autoridades do governo Trump, incluindo chefes do FBI, CIA e Departamento de Segurança Interna, criticaram as políticas de asilo consideradas “frouxas” após a retirada militar do Afeganistão. Contudo, a AfghanEvac, uma ONG que auxilia no reassentamento de afegãos, defendeu a rigorosidade dos processos de verificação de segurança. Segundo a organização, o pedido de asilo de Lakanwal foi aprovado durante o governo Trump, embora tenha sido solicitado durante o mandato de Biden. Shawn VanDiver, presidente da AfghanEvac, alertou para que o “ato isolado e violento deste indivíduo não seja utilizado como desculpa para definir ou menosprezar toda uma comunidade”.

Fonte: http://jornaldebrasilia.com.br


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