2025: um ano tumultuado para a ciência nos EUA, segundo editor da Science


Holden Thorp critica cortes governamentais e suas consequências para a pesquisa e inclusão

2025: um ano tumultuado para a ciência nos EUA, segundo editor da Science
Protestos pela ciência nos EUA. Foto: UOL

Holden Thorp destaca os impactos negativos dos cortes na ciência americana em 2025.

2025: Um Ano Crítico para a Ciência nos EUA

Holden Thorp, editor-chefe do grupo Science, afirmou que 2025 será “um dos anos mais tumultuados da história” da ciência nos Estados Unidos. Esta avaliação, feita em um editorial publicado em 27 de outubro, surge em resposta aos cortes realizados pela administração de Donald Trump, que, segundo Thorp, afetaram projetos cruciais e podem levar à perda de uma geração de talentos na área científica.

Thorp, que também é professor na Universidade de Georgetown, destacou a gravidade das medidas que atingiram programas voltados para inclusão e diversidade. Ele expressou preocupação com a possível diminuição da atração de pesquisadores estrangeiros para os EUA, afirmando: “Isso é ruim para todos. Os EUA perderão talentos excepcionais necessários para realizar pesquisas e a comunidade científica mundial perderá excelentes cientistas”.

Impactos dos Cortes na Ciência

As ações da administração Trump foram descritas por Thorp como tendo “efeitos particularmente danosos” para aqueles que estão tradicionalmente excluídos da ciência. Ele enfatizou que a motivação por trás de muitos dos cortes parece ser a utilização política para atacar não apenas a ciência, mas também a educação superior de maneira mais ampla.

“A principal motivação para essas dolorosas perdas é o uso político em atacar a ciência e a educação superior”, observou. O editor enfatizou que é fundamental que as instituições acadêmicas reconheçam sua responsabilidade nesse cenário.

A Resposta das Universidades

Thorp mencionou que algumas universidades, como Harvard e Columbia, enfrentaram pressões diretas do governo, levando à demissão de funcionários e cortes em programas de pesquisa. Harvard, por exemplo, não se submeteu à interferência e viu uma juíza revogar cortes impostos pelo governo. Além disso, o Departamento da Educação demitiu metade de seus funcionários, enquanto outras agências de ciência e saúde interromperam programas de longa duração.

A Conscientização sobre Educação Superior

O editorial de Thorp também traz à tona um dado preocupante: apenas 42% dos americanos apoiam a educação superior, um número que coincide com a porcentagem de pessoas que possuem diplomas universitários. Para Thorp, isso revela um distanciamento entre aqueles que se beneficiam de programas acadêmicos e a população em geral, que não compreende plenamente a importância do investimento em educação e pesquisa.

“É preciso reconhecer aqueles que continuam a fazer um excelente trabalho, apesar do clima desanimador. Aqueles que inspiram a próxima geração de cientistas merecem elogios”, afirmou Thorp, ressaltando que a continuidade do trabalho educacional é vital para futuros avanços científicos.

Em meio a um cenário de incertezas e cortes, a mensagem de Thorp é clara: a comunidade científica precisa se unir para enfrentar os desafios e garantir que a pesquisa e a educação continuem a prosperar, mesmo diante das adversidades.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: UOL


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