Avanço nas negociações: 22% das exportações ainda com tarifas, diz Alckmin


Vice-presidente destaca progresso nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, mas alerta para tarifas remanescentes.

Avanço nas negociações: 22% das exportações ainda com tarifas, diz Alckmin
Alckmin destaca desafios nas tarifas de exportação. Foto: PABLO PORCIUNCULA/AFP

Alckmin revela que 22% das exportações brasileiras ainda estão sob tarifas, apesar de avanços nas negociações com os EUA.

Avanços nas negociações entre Brasil e EUA

Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (21), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) revelou que, apesar dos avanços nas negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, aproximadamente 22% das exportações brasileiras ainda estão sujeitas a tarifas. A declaração foi feita após a recente revogação de tarifas promovida pelo presidente americano Donald Trump, que foi considerada um marco nas relações comerciais entre os dois países.

Impacto das tarifas sobre as exportações brasileiras

Alckmin destacou que a revogação das tarifas, anunciada na quinta-feira (20), foi um passo importante, mas que a luta ainda não terminou. “Tivemos o maior avanço”, afirmou. Entre os produtos que foram isentos estão itens essenciais da pauta exportadora brasileira, como carne, café e frutas, totalizando mais de 200 produtos agrícolas e da pecuária que agora não enfrentam mais as tarifas. Contudo, ele alertou que muitos setores ainda permanecem afetados, com uma sobretaxa de 50%.

Dialogando com o governo americano

A negociação com o governo dos Estados Unidos continua, com Alckmin enfatizando que o diálogo entre os presidentes Lula e Trump foi significativo para a evolução das discussões. No entanto, não há uma nova reunião prevista entre os líderes no momento. O vice-presidente também mencionou que Lula fez um apelo sobre sanções relacionadas à lei Magnitsky, mas não forneceu detalhes sobre possíveis avanços nesse aspecto.

Retroatividade das isenções

A isenção das tarifas será retroativa para todos os produtos que entraram nos Estados Unidos a partir de 13 de novembro. Essa decisão do governo americano foi motivada, em parte, pela alta da inflação nos EUA, que tem pressionado o setor de alimentos. A sobretaxa de 40%, imposta no final de julho, agora foi removida, assim como a tarifa de 10% que estava em vigor desde o início do ano.

Expectativas futuras

Com a queda das tarifas, o impacto nas exportações brasileiras é esperado para ser positivo, mas Alckmin reafirmou que as negociações precisam continuar para resolver as questões pendentes. A medida traz alívio a setores importantes da economia brasileira, mas a continuidade do diálogo será crucial para assegurar que mais produtos possam ser liberados das tarifas em um futuro próximo.

Em suma, a recente revogação de tarifas representa um avanço significativo nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, embora os desafios permaneçam. O governo brasileiro continuará a trabalhar em busca de melhores condições para suas exportações, visando minimizar as restrições ainda existentes.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: PABLO PORCIUNCULA/AFP


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