Número de pesquisadores brasileiros na lista cresce em relação a 2024, com destaque para a presença feminina

Lista da Clarivate revela que Brasil tem 17 cientistas entre os mais citados, com aumento na presença feminina.
Brasil tem 17 cientistas na lista dos mais citados do mundo em 2025
Neste mês, a Clarivate divulgou sua lista anual, revelando que o Brasil possui 17 cientistas entre os mais citados em artigos científicos no mundo, um aumento em relação ao ano anterior, que contava com 16 pesquisadores. A presença de mulheres na lista cresceu, passando de três para cinco pesquisadoras.
A lista da Clarivate, que analisa o desempenho de pesquisadores em diversas áreas como agronomia, biologia, ciência da computação, engenharia, física, medicina, matemática e psicologia, é uma referência importante. A metodologia considera os artigos publicados nos últimos 11 anos e seleções baseadas em citações bibliográficas.
Metodologia da lista e impacto das publicações
Os pesquisadores são avaliados com base nas diretrizes de Indicadores Essenciais Científicos (ESI). Apenas artigos publicados em periódicos indexados na plataforma Web of Science são considerados. Essa seleção busca garantir que as citações reflitam um impacto significativo na comunidade científica.
Um dos pesquisadores em destaque é o biólogo Mauro Galetti, da Unesp, que figura na lista desde 2019. Galetti ressalta que estar na lista é um reconhecimento do esforço contínuo na produção acadêmica, que muitas vezes traz resultados após anos de trabalho.
Crescimento da pesquisa brasileira em áreas específicas
Dos 17 cientistas listados, quatro atuam na área de ecologia e meio ambiente, enfatizando a crescente importância dessa temática no Brasil. Galetti nota que o aumento da presença brasileira na lista indica um reconhecimento internacional das pesquisas realizadas em áreas críticas como a mudança climática.
Além disso, a lista de 2025 inclui 7.131 autorias ou instituições, totalizando 6.868 indivíduos. Os Estados Unidos lideram a lista com 2.670 pesquisadores, seguidos pela China e Reino Unido.
Instituições de destaque e representatividade
Entre as instituições brasileiras, a USP se destaca com sete nomes, incluindo Carlos Augusto Monteiro e Renata Bertazzi Levy, ambos do Nupens. A presença de pesquisadores de outras regiões, como a UnB e a UFCG, também é notável, mostrando a diversidade e a abrangência das contribuições científicas no país.
Giselda Durigan, uma das pesquisadoras incluídas, expressou sua satisfação com o reconhecimento e a importância do apoio institucional, como o proporcionado pela Fapesp, para o desenvolvimento das pesquisas.
Reflexão sobre o papel das mulheres na ciência
O aumento no número de mulheres na lista, de três para cinco, é um reflexo das mudanças nas dinâmicas de gênero na ciência. Giselda Durigan, destacando sua trajetória, enfatiza a importância de quebrar barreiras e fomentar a participação feminina em áreas tradicionalmente dominadas por homens.
Este crescimento é um indicativo positivo da evolução da pesquisa no Brasil e seu reconhecimento em nível global, sendo vital para o futuro das ciências no país.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Arquivo Pessoal








