Ministério Público afirma que incidente comprometeu o sistema financeiro e pede reparação ao Estado

Ministério Público acusa ataque hacker de comprometer segurança do Pix e pede indenização ao Estado.
Ataque hacker ao sistema Pix gera crise no sistema financeiro
O ataque hacker ocorrido na madrugada do dia 30 de junho abalou “a segurança do sistema econômico-financeiro e do ambiente cibernético nacional”, segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo. O golpe resultou em um rombo de R$ 813,79 milhões, o que motivou a ação judicial por parte do MP, que pede indenização coletiva ao Estado devido aos danos causados à confiabilidade do Sistema Financeiro Nacional.
Denúncia e crimes relacionados
Na denúncia, foram citados crimes como furto, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A Polícia Federal já prendeu 23 suspeitos, e a investigação continua, com seis indivíduos ainda foragidos. O juiz responsável pelo caso considera o incidente como o “maior ataque cibernético da história do país”. A fraude foi realizada por meio da exploração de uma vulnerabilidade na comunicação com o Banco Central, permitindo que os criminosos movimentassem contas de instituições financeiras que operam junto à autoridade monetária.
Como o ataque foi realizado
Os criminosos invadiram os sistemas da C&M Software, contratada pelo Banco Central para processar transações via Pix. Relatórios indicam que mais de 400 transações foram realizadas, com valores que chegaram a R$ 10 milhões cada. Para evitar a detecção, a quadrilha optou por realizar o ataque durante a madrugada, quando a atividade no sistema é reduzida.
Investigação e prisões
Os promotores apresentaram detalhes sobre a atuação dos criminosos, com foco na articulação de um dos principais suspeitos, identificado como Breu, que já tinha antecedentes criminais. Ele, junto com um corretor de criptomoedas, foi responsável por driblar o mecanismo de devolução do Pix, facilitando o desvio dos valores. A ação criminosa ocorreu entre 0h e 7h do dia 30, e o Banco Central foi notificado do ataque pela C&M Software na manhã do mesmo dia.
Desafios enfrentados pelo Banco Central
O Banco Central enfrenta dificuldades para monitorar o sistema Pix 24 horas, uma vez que está impedido de pagar horas extras. Para contornar essa situação, a autoridade monetária mantém servidores em sobreaviso. A C&M Software informou que identificou movimentações suspeitas e desligou o sistema após falhar em interromper as transações.
Conclusão e repercussões
O ataque hacker ao Pix não apenas resultou em perdas financeiras significativas, mas também levantou questões sérias sobre a segurança do sistema financeiro nacional. O pedido de indenização do Ministério Público destaca a necessidade de reforços na segurança cibernética e na proteção dos dados dos cidadãos. As investigações continuam, e as autoridades buscam responsabilizar os envolvidos para restaurar a confiança no sistema financeiro.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: UOL








