Wolney Queiroz pede justificativas para afastamento de Léa Bressy, vice do INSS

Ministro Wolney Queiroz cobra do presidente do INSS provas para justificar afastamento de Léa Bressy.
Solicitação de provas por Wolney Queiroz
Na quinta-feira (19), o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fez uma solicitação formal ao presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, requerendo a apresentação de provas concretas sobre alegações de crimes ou irregularidades que justificariam o afastamento da servidora Léa Bressy. Essa solicitação surge em um contexto de crescente tensão entre a liderança do ministério e a direção do INSS.
Contexto do pedido de afastamento
O pedido de Waller Júnior para afastar Léa Bressy, que ocupa a função de sua substituta, foi motivado por uma suposta relação próxima dela com o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que foi preso em decorrência de investigações relacionadas a fraudes. No ofício, o presidente do INSS menciona que tal proximidade é de conhecimento da CPMI que investiga o caso.
Argumentos do ministro
Wolney Queiroz sublinhou que nenhum servidor deve ser exposto a afastamentos baseados em alegações sem fundamentos concretos. Ele enfatizou a importância de garantir a transparência e a responsabilidade administrativa dentro do INSS, defendendo que insinuações infundadas podem prejudicar a reputação dos servidores e a credibilidade da instituição. O ministro foi claro ao afirmar que a decisão de afastar Bressy não pode ser tomada apenas com base em referências genéricas.
Implicações do afastamento
O ofício de Waller Júnior, datado de 14 de outubro, menciona a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes nos descontos associativos do INSS e que resultou na prisão de Stefanutto. A proximidade de Bressy com o ex-dirigente é descrita como um fator que poderia comprometer a integridade do instituto. Mesmo que o afastamento de Bressy seja concretizado, ela continuaria sendo funcionária de carreira do INSS.
Conclusão
Este embate entre o ministro e o presidente do INSS ilustra as complexas dinâmicas de poder no governo atual, especialmente em momentos de crise e investigação. A expectativa é que a resposta de Waller Júnior às solicitações de Queiroz traga clareza sobre as alegações feitas e o futuro da servidora dentro da instituição. O caso continua a ser acompanhado de perto, dado seu impacto potencial sobre a gestão e a reputação do INSS.
Fonte: www1.folha.uol.com.br








