Partido defende que o debate sobre linguagem deve envolver educadores e linguistas

PSOL se opõe à lei sancionada por Lula que proíbe o uso de linguagem neutra na gestão pública.
O PSOL, partido que sempre defendeu a pluralidade e a diversidade, manifestou sua discordância em relação à lei sancionada pelo presidente Lula (PT) que proíbe o uso de linguagem neutra na comunicação da gestão pública. A presidente do PSOL, Paula Coradi, foi enfática ao afirmar que o debate sobre a linguagem não deve ser reduzido a uma mera disputa política, mas sim considerado uma questão cultural e educacional.
O que diz a nova lei?
A lei sancionada determina que os órgãos de governo não podem usar novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa, em contrariedade às regras gramaticais consolidadas. Essa decisão, segundo Coradi, ignora a evolução natural da língua, que se modifica constantemente em resposta à sociedade.
A posição do PSOL
Coradi argumentou que a discussão sobre linguagem deve continuar abrangendo educadores, linguistas, escolas e movimentos sociais. “O Brasil é um país plural, e a língua é viva, se modifica de modo constante e sempre se modifica a partir da própria sociedade”, destacou. Além disso, a presidente do PSOL expressou que o partido respeita o processo democrático, mas considera a sanção da lei equivocada.
Compromisso com a dignidade
O PSOL reafirma seu compromisso com o combate à discriminação e com a garantia de que cada pessoa seja reconhecida em sua dignidade. A utilização de linguagem neutra, embora controversa, é vista pelo partido como uma forma de inclusão e respeito às diversas identidades de gênero. Recentemente, o partido utilizou a linguagem neutra em suas atividades internas, evidenciando sua posição sobre a questão.
Contexto e repercussão
O assunto gerou debates acalorados nas redes sociais e entre especialistas em linguística. Em março de 2024, uma instância ligada à direção nacional do PSOL divulgou um comunicado utilizando linguagem neutra. Além disso, no ano passado, uma cantora fez uma apresentação do hino nacional adaptado para essa linguagem durante um evento de campanha de Guilherme Boulos (PSOL) à Prefeitura de São Paulo.
Conclusão
A sanção da lei que proíbe o uso de linguagem neutra é um reflexo das tensões sociais atuais. O PSOL, ao se opor a essa medida, busca reafirmar seu papel como defensor dos direitos humanos e da diversidade cultural. O debate continua, e a luta por uma comunicação inclusiva está longe de terminar.
Fonte: www1.folha.uol.com.br








