Empresas ligadas ao Banco Master enfrentam perdas significativas na Bolsa após a prisão de controlador

Empresas ligadas ao Banco Master registram perdas acentuadas na Bolsa após operação da Polícia Federal.
Empresas enfrentam perdas na Bolsa após operação da PF
Na quarta-feira (19), as ações de empresas ligadas ao Banco Master, incluindo BRB, Oncoclínicas e Emae, registraram quedas acentuadas no pregão da Bolsa. A situação ocorreu após a Polícia Federal prender o controlador do banco, Daniel Vorcaro, e o Banco Central decretar sua liquidação. O impacto dessa operação se estende a 1,6 milhão de investidores, incluindo empresas de capital aberto que têm investimentos em CDBs (Certificados de Depósito Bancário).
A Oncoclínicas, que possuía R$ 433 milhões em CDBs do Master, viu suas ações caírem 10% no dia anterior e continuaram a desvalorizar-se em mais de 5% durante a manhã de quarta-feira. A Emae, que detinha R$ 140 milhões nesses papéis, registrou uma queda de 9%, enquanto o BRB, que também está no centro da operação da PF, apresentou uma desvalorização de 7%.
Reações das empresas afetadas
As empresas mais impactadas pela situação, como a Oncoclínicas e a Emae, já se manifestaram. A Oncoclínicas informou que tomará todas as medidas legais necessárias para recuperar os ativos que estão nos fundos Tessália e Quíron, pertencentes ao Banco Master, os quais representam 15% do seu negócio. Por outro lado, a Emae, que recentemente passou a ser controlada pela Sabesp por R$ 1,13 bilhão, declarou que os CDBs não têm garantia específica e que está tomando as providências adequadas para garantir o recebimento dos valores investidos.
A Emae também assegurou que sua operação não foi prejudicada e que mantém um caixa robusto para cumprir com suas obrigações. Em contrapartida, o BRB anunciou que está contratando uma auditoria externa para investigar os fatos relacionados à operação.
Situação do mercado e investidores
A movimentação no mercado gerou receios entre os investidores, que aguardam desdobramentos sobre o caso. Enquanto algumas empresas, como a farmacêutica Bimm, conseguiram se destacar e crescer 6% no pregão, a maioria das companhias ligadas ao Banco Master enfrentam um cenário desafiador.
A queda nas ações reflete a incerteza e o impacto que a operação da Polícia Federal trouxe para o mercado financeiro, afetando diretamente a confiança dos investidores nas empresas associadas ao Banco Master. As autoridades continuam monitorando a situação, e mais informações devem ser divulgadas conforme o desenrolar das investigações.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Amanda Perobelli/REUTERS








