Investimentos do Rioprevidência em letras financeiras do Banco Master geram receita significativa

Rioprevidência recebe R$ 20 milhões mensais com carteiras de consignado do Banco Master.
Fundo de pensão do Rio e suas receitas com consignado
O fundo de pensão do Rio de Janeiro, conhecido como Rioprevidência, recebe aproximadamente R$ 20 milhões mensalmente através de uma carteira de crédito consignado, operada pelo Banco Master. Essa operação foi configurada como garantia colateral para investimentos que totalizam quase R$ 1 bilhão em letras financeiras da instituição. Essa informação foi revelada em um depoimento de Euchério Lerner Rodrigues, ex-diretor de investimentos do fundo, ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Detalhes sobre os investimentos do Rioprevidência
Rodrigues afirmou que a escolha pelo Banco Master se deu por conta da alta rentabilidade oferecida, que alcançava 130% da rentabilidade de títulos públicos com prazos semelhantes. Assim, a diretoria do fundo decidiu retirar aplicações de grandes bancos para concentrar seus investimentos nas letras financeiras do Master. O ex-diretor destacou que a estrutura do emissor, majoritariamente baseada em crédito consignado, oferecia uma camada extra de segurança ao Rioprevidência.
Investigação da Polícia Federal
Fontes da Polícia Federal informaram que as operações envolvendo o Rioprevidência e outros fundos de pensão estaduais e municipais com o Banco Master estavam sob investigação há mais de dois anos. Este acompanhamento ocorreu antes da prisão de Daniel Vorcaro, proprietário do banco, que aconteceu em uma operação realizada na última segunda-feira, 17. Um levantamento revelou que pelo menos dez fundos de pensão possuíam um total de R$ 1,7 bilhão em letras financeiras emitidas pelo Master, sendo o Rioprevidência o maior investidor, com R$ 970 milhões aplicados entre novembro de 2023 e abril de 2024.
O risco associado aos investimentos
Apesar de os investimentos serem considerados seguros, o TCE apontou que o total de aplicações do fundo em letras do Master alcançou R$ 2,6 bilhões até julho de 2023. O fundo nega esse montante e, mesmo após alertas de seus conselheiros, continuou a investir na instituição financeira. Além do Rioprevidência, outros fundos de pensão de estados como Amapá, Amazonas, e municípios de São Paulo também estão sendo investigados por suas operações com o Banco Master.
Conclusão
O caso do Rioprevidência é emblemático, pois levanta questões sobre a segurança dos investimentos realizados por fundos de pensão e a responsabilidade na gestão de recursos públicos. A transparência nas operações e a vigilância das autoridades são essenciais para garantir que esses fundos não se tornem vulneráveis a crises financeiras. A situação ainda está em desenvolvimento, e novas informações poderão surgir conforme as investigações avançam.
Fonte: www1.folha.uol.com.br








