O ex-vereador convoca aliados para garantir a presidência ao seu pupilo Silvão Leite

Milton Leite mobiliza aliados para garantir a presidência da Câmara de SP ao seu afilhado Silvão Leite.
Milton Leite articula para colocar Silvão Leite na presidência da Câmara de SP
Na quarta-feira (19), Milton Leite, uma figura proeminente do partido União e ex-vereador de São Paulo, convocou uma reunião com sua bancada na Câmara Municipal. O objetivo é claro: garantir que seu afilhado político, Silvão Leite, assuma a presidência da Casa. Essa eleição, programada para 15 de dezembro, representa um embate direto entre Leite e o atual presidente, Ricardo Teixeira.
Os vereadores da base do prefeito Ricardo Nunes (MDB), como Fábio Riva e João Jorge, estão se mobilizando para apoiar a recondução de Teixeira, que, segundo João Jorge, já conta com 30 assinaturas de apoio de diversos partidos. “Chegamos hoje [terça] a 30 assinaturas com vereadores de dez partidos em apoio à recondução do Ricardo Teixeira, que faz um mandato democrático, inclusivo e de valor ao trabalho de cada vereador”, afirmou Jorge. Para a vitória, são necessários pelo menos 28 votos.
Embora ambos os candidatos sejam do partido União, a dinâmica política é complexa. Teixeira é visto como mais próximo do prefeito Nunes, enquanto Silvão é considerado um representante direto de Milton Leite, que, apesar de ter se aposentado, busca manter sua influência tanto no Legislativo quanto no Executivo.
Desafios para Silvão Leite em sua candidatura
Os aliados de Silvão reconhecem que a tarefa de emplacá-lo como presidente da Câmara é desafiadora. O vereador, que está em seu primeiro mandato, não tem cultivado diálogos suficientes com um número significativo de colegas, o que pode prejudicar sua campanha. Até o fechamento deste texto, não houve resposta de Leite ou Silvão sobre a situação atual.
A presidência da Câmara foi entregue ao União em um acordo para o apoio ao prefeito Nunes nas eleições de 2024, um pedido inicial de Milton Leite. Na atual legislatura, a bancada do União é composta por vários vereadores, incluindo Teixeira e Silvão, além de outros como Adilson Amadeu e Rubinho Nunes.
A tradição do rodízio na presidência
Leite sempre manifestou o desejo de que Silvão assumisse a presidência desde o início do mandato. No entanto, a estratégia inicial foi nomear Teixeira, sob a promessa de um rodízio na presidência. João Jorge, por outro lado, enfatiza a tradição da Casa em assegurar um mandato de pelo menos dois anos ao presidente. “Não faz sentido tirar do Ricardo Teixeira esse direito”, afirmou.
Leite argumenta que o prefeito está ciente do acordo, que inclui a anuência do presidente do MDB, Baleia Rossi, para o rodízio na presidência da Câmara. Enquanto isso, do lado da oposição, o Psol planeja lançar uma candidatura, possivelmente da vereadora Keit Lima, para marcar sua presença na disputa.
A politização da presidência da Câmara de SP se intensifica à medida que a data da eleição se aproxima. Com Leite articulando para Silvão e a resistência crescente de Teixeira, a situação promete ser um verdadeiro teste de força no Legislativo municipal.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: André Bueno/CMSP/Divulgação








