Regras rígidas podem limitar o uso do espaço projetado por Oscar Niemeyer

A Prefeitura de São Paulo estuda proibir diversas atividades na marquise do Ibirapuera, incluindo skates e piqueniques.
Proposta da Prefeitura de São Paulo sobre a marquise do Ibirapuera
A Prefeitura de São Paulo está discutindo a possibilidade de uma nova portaria que restringirá o uso da marquise do Ibirapuera, um espaço icônico projetado por Oscar Niemeyer. Entre as restrições estão a proibição de skates, bicicletas, piqueniques e a utilização de caixas de som. Essa proposta, que ainda está sendo analisada, pode mudar a dinâmica de uso desse importante espaço público da cidade.
Regras rígidas e sua implementação
O texto da minuta, assinado pelo secretário do Verde e do Meio Ambiente, Rodrigo Kenji de Souza Ashiuchi, foi apresentado ao Conselho Gestor do parque. Se aprovada, a portaria exigirá que a concessionária Urbia siga normas que restringem a circulação e as atividades que antes eram comuns na marquise. A Prefeitura e a Urbia enfatizam que a discussão sobre o conteúdo ainda está em andamento e que nada foi decidido até o momento.
Limitações propostas e suas implicações
Além de proibir skates e piqueniques, a nova regulamentação também vetaria shows, apresentações musicais, uso de bolas, e qualquer atividade político-eleitoral ou religiosa. A realização de feiras e outras ativações poderá ocorrer, mas sob condições rigorosas, com limites de público. Esse cenário levanta preocupações entre os frequentadores sobre a transformação do espaço em um ambiente mais restrito e comercial, afastando suas funções culturais e de lazer.
Reações da comunidade e autoridades
A vereadora Renata Falzoni (PSB) expressou preocupações sobre as novas regras, destacando que a marquise sempre foi um local de aprendizado e interação social, especialmente para crianças. A vereadora convocou uma reunião na Câmara Municipal para discutir a minuta, evidenciando o descontentamento de muitos munícipes que utilizavam o espaço antes de seu fechamento em 2020.
Problemas na reforma da marquise
A proposta de regulamentação surge em um momento delicado, já que a reforma da marquise enfrenta atrasos e aumento de custos. A concessionária Urbia, responsável pela obra, solicitou mais prazos e recursos devido a “vícios ocultos” encontrados na estrutura. Inicialmente estimada em R$ 71,9 milhões, a reforma agora pode custar até R$ 84,5 milhões. A Prefeitura explicou que ajustes foram exigidos pelos órgãos de patrimônio, o que impactou no cronograma das obras.
Conclusão
A marquise do Ibirapuera, um símbolo do parque e da cidade, enfrenta um futuro incerto. As novas propostas de regulamentação têm o potencial de restringir severamente o uso do espaço, gerando debates sobre o acesso e a preservação de atividades culturais. A expectativa é que a discussão continue e que a comunidade tenha voz ativa nas decisões que afetarão um local tão significativo para São Paulo.
Fonte: redir.folha.com.br
Fonte: Mônica Bergamo








