Ex-Ministro da Previdência Usa Tornozeleira Eletrônica em Escândalo de Desvios de R$ 1,9 Bilhão


O ex-ministro da Previdência, José Carlos Oliveira, agora utiliza tornozeleira eletrônica por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida está relacionada a uma investigação que apura fraudes bilionárias contra aposentados, conforme revelado pela Operação Sem Desconto da Polícia Federal (PF).

Oliveira e seu sócio, Edson Yamada, ex-dirigente do INSS, são acusados de firmar acordos com associações sob suspeita de desviar R$ 1,9 bilhão através de descontos indevidos. A PF já havia realizado buscas e apreensões na casa de ambos e efetuado a prisão de outros ex-dirigentes do INSS, incluindo o ex-presidente Alessandro Stefanutto.

Segundo as investigações, Oliveira, enquanto diretor de Benefícios do INSS, assinou três Acordos de Cooperação Técnica (ACT) que permitiam os descontos realizados pelas entidades sob investigação. Yamada, que o sucedeu no cargo, firmou outros sete acordos, inclusive durante o período em que Oliveira foi ministro no governo Bolsonaro e no início da gestão Lula.

A ligação entre Oliveira e Yamada se estende além dos cargos públicos. Ambos são sócios na empresa de consultoria Oriente, que também conta com a participação da filha do ex-ministro, Yasmin Ahmed Oliveira. Além disso, Yamada doou R$ 15 mil para a campanha de Oliveira à Câmara Municipal de São Paulo em 2024.

Um dos focos da investigação é a Confederação Nacional dos Agricultores e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), suspeita de desviar mais de R$ 640 milhões do INSS. A PF apura se Oliveira liberou irregularmente R$ 15,3 milhões para a Conafer em 2021, permitindo descontos indevidos em mais de 650 mil benefícios previdenciários.

As investigações apontam ainda para um possível pagamento de R$ 100 mil a Oliveira, identificado pelo codinome “São Paulo Yasser” em planilhas da Conafer. A PF localizou mensagens de agradecimento de Oliveira a um suposto operador financeiro da Conafer, após o recebimento de um pagamento, em troca de sua atuação para evitar a suspensão do acordo que autorizava os descontos.

Fonte: http://agorarn.com.br


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