Fernando Augusto Fontes Rodrigues Junior foi denunciado por homicídio doloso após acidente que resultou na morte de uma jovem.

Juiz aposentado admite ter bebido antes de atropelar ciclista em SP e diz ter medo de ser preso.
Juiz atropela ciclista em São Paulo e é denunciado por homicídio doloso
Fernando Augusto Fontes Rodrigues Junior, 61, aposentado do judiciário, foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio doloso após atropelar e matar a ciclista Thaís Bonatti de Andrade, 30 anos, em Araçatuba, interior de São Paulo, no dia 24 de julho. O incidente gerou repercussão significativa na mídia e entre as autoridades, especialmente por conta da condição em que o juiz estava no momento do acidente.
Circunstâncias do acidente e confissão do juiz
De acordo com o boletim de ocorrência, Rodrigues Junior foi preso em flagrante sob a suspeita de dirigir alcoolizado. Durante uma entrevista à TV TEM, o juiz admitiu ter consumido álcool na noite do acidente, mas insistiu que estava em condições de dirigir. Ele relatou ter tomado duas cervejas e dois shots de tequila em um período de algumas horas, mas afirmou que não se lembrava de tudo que havia ocorrido após a meia-noite.
Em suas declarações, ele disse: “Na minha impressão, eu não estava embriagado. Na minha opinião, eu tinha condições pra dirigir”. Contudo, a presença de uma acompanhante seminua em seu colo durante a direção levantou mais questionamentos sobre seu estado e comportamento na ocasião.
Medo de ser preso e arrependimento
Em resposta às perguntas sobre sua situação, Rodrigues Junior expressou medo de ser preso, afirmando: “Olha, quem disser que não tem medo de ser preso está falando mentira. Ninguém quer ser preso. Eu tenho medo de ser preso, sim”. Ele lamentou a morte de Thaís, dizendo que trocaria sua vida pela dela, ressaltando o arrependimento pela noite em que decidiu sair de casa.
Negação de embriaguez e responsabilidade
O juiz negou que sua acompanhante estivesse em seu colo enquanto dirigia, afirmando que isso seria ilógico e que não havia condições para manter relações sexuais em tal estado. “Eu não vi a ciclista. Se ela estivesse na frente, eu teria freado, teria desviado”, declarou, tentando justificar a falta de reação ao acidente. Rodrigues Júnior evidenciou que sua memória estava comprometida, mas insistiu que não tinha a intenção de causar qualquer dano.
Denúncia da acompanhante
A Promotoria também denunciou a acompanhante do juiz, que estava presente no veículo no momento do atropelamento. O caso continua em andamento e as autoridades buscam esclarecer todos os detalhes que cercam o acidente fatal, que gerou indignação e discussões sobre a responsabilidade de motoristas que consomem álcool.
Impacto e consequências legais
Este incidente destaca a crescente preocupação com a segurança nas estradas e a necessidade de medidas rigorosas contra a direção sob influência de álcool. O resultado do processo e as possíveis consequências legais para Rodrigues Junior e sua acompanhante serão observados de perto pela sociedade, que espera justiça para a família da vítima.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Reprodução/TV TEM








