Trump revela decisão sobre ação militar na Venezuela, mas mantém sigilo


Presidente americano menciona aumento da presença militar na região caribenha

Trump revela decisão sobre ação militar na Venezuela, mas mantém sigilo
Avião B-52 escoltado por caças F/ Foto: Marinha dos EUA

Donald Trump confirma que já decidiu sobre uma ação militar na Venezuela, mas não revela detalhes.

Trump se pronuncia sobre a ação militar na Venezuela

Na última sexta-feira (14), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que já tomou uma decisão sobre uma possível ação militar na Venezuela, um país que ele acusa de ter ligações com o narcotráfico. Essa afirmação ocorreu durante uma viagem a bordo do Air Force One, onde Trump afirmou: “Não posso dizer qual seria a decisão, mas já me decidi”.

Aumento da presença militar americana no Caribe

O governo americano tem intensificado suas atividades militares na região, enviando aeronaves F-35, navios de guerra e até um submarino nuclear para o Caribe. Essa movimentação ocorre após meses de ataques contra embarcações na costa venezuelana. O grupo de ataque do porta-aviões Gerald Ford, que entrou na América Latina com mais de 75 aeronaves e cerca de 5.000 soldados, é parte desse reforço militar.

Reuniões na Casa Branca e discussões de opções

Altos funcionários do governo Trump se reuniram na Casa Branca em três ocasiões nesta semana para discutir estratégias em relação à Venezuela. O conselho de segurança, normalmente presidido por Stephen Miller, assessor de segurança interna, foi fundamental na formulação das opções discutidas. Embora os detalhes das reuniões sejam escassos, fontes revelaram que Trump participou ativamente, especialmente em uma reunião na quinta-feira (13) na Sala de Situação.

Possibilidade de ataques terrestres

Trump insinuou que uma das opções discutidas poderia incluir ataques terrestres à Venezuela. Em declarações anteriores, ele já havia afirmado que não busca mudar o regime venezuelano, mas a retórica sobre possíveis ações militares tem gerado preocupação no país sul-americano. Nicolás Maduro, o atual presidente da Venezuela, afirmou que Trump tenta destituí-lo, enquanto Washington aumentou a recompensa por informações que levem à sua prisão.

Reações e consequências

A mobilização militar dos EUA na região levanta questões sobre a legalidade dessas ações, especialmente considerando as críticas de parlamentares democratas e especialistas jurídicos. A Venezuela, por sua vez, está se preparando para possíveis confrontos, mobilizando armamentos e planejando uma resistência em caso de ataque. Uma pesquisa recente indicou que a maioria dos americanos se opõe ao uso da força militar na Venezuela sem a autorização do regime.

Tensão com a Colômbia

As tensões também aumentaram entre os EUA e a Colômbia, com Trump e o presidente colombiano, Gustavo Petro, trocando acusações. Trump chamou Petro de “líder do narcotráfico” e impôs sanções, enquanto Petro acusou os EUA de assassinato devido aos ataques realizados.

A situação permanece tensa, com a comunidade internacional observando atentamente os desdobramentos na região e as declarações do governo americano.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Marinha dos EUA


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