Esquema de importação de armas clandestinas era chefiado por preso em casa


Fábrica em Santa Bárbara d'Oeste abastecia o tráfico no Rio de Janeiro com armamentos importados dos EUA

Esquema de importação de armas clandestinas era chefiado por preso em casa
Foto de perfil de Silas no WhatsApp o mostra em jatinho particular. Foto: Reprodução/PF

Investigação revela que uma fábrica clandestina de armas era gerida por um homem sob prisão domiciliar.

Descoberta de esquema de importação de armas clandestinas

Uma investigação da Polícia Federal (PF) revelou um esquema de importação de peças de armas dos Estados Unidos, liderado por Silas Diniz Carvalho, um homem que cumpria pena em regime domiciliar no Rio de Janeiro. A fábrica clandestina estava localizada em Santa Bárbara d’Oeste, interior de São Paulo, e abastecia majoritariamente o tráfico no Rio, conforme apurações recentes.

Funcionamento da fábrica clandestina

A PF começou a investigar a operação após perceber que a indústria permanecia fechada durante o dia, mas apresentava intensa movimentação à noite e nos finais de semana. A apuração culminou em uma denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF), que acusou 11 pessoas de envolvimento no esquema criminoso. O esquema foi iniciado em maio do ano passado, quando Silas estava preso em Gericinó (RJ) aguardando julgamento por outro caso relacionado a armas.

A liderança de Silas Diniz Carvalho

Silas Diniz Carvalho, preso preventivamente, foi liberado para cumprir pena em casa em julho. Ele já enfrentava acusações de manter uma fábrica clandestina de fuzis em Belo Horizonte (MG). Os investigadores descobriram que ele utilizava uma empresa de fachada, criada para fabricação de esquadrias de metal, como disfarce para suas atividades ilícitas.

Estrutura da operação

A PF identificou que Silas não comparecia à fábrica em Santa Bárbara d’Oeste, mas ainda assim estava à frente do negócio, utilizando um nome falso. Os envolvidos no esquema relataram que o verdadeiro responsável por financiar a operação era um homem que se apresentava como Mikhail, que na verdade era Silas. Sua esposa, Marcely Ávila Machado, também participou do esquema, controlando as finanças da fábrica e ajudando em operações de lavagem de dinheiro.

Relação com fornecedores nos EUA

Segundo as investigações, a empresa ligada ao esquema, chamada KondorFly, estava registrada em nome de Gabriel Belchior, que se encontra foragido. O MPF identificou dois endereços nos Estados Unidos relacionados a Belchior, onde eram enviados componentes de fuzis adquiridos de um fabricante conhecido. O recebimento dessas peças no Brasil estava a cargo de Janderson Ribeiro, que ainda não contratou defesa legal.

Produção de armamentos

Na fábrica, a PF encontrou uma ampla estrutura para a produção de armamento, incluindo máquinas para usinagem de metais. Arquivos digitais apreendidos mostraram modelos de armas projetados em 3D, revelando a intenção de fabricar armamentos sofisticados. As armas produzidas eram enviadas a um local em Americana, que funcionava como um bunker para a organização criminosa.

Destinos das armas

As investigações indicam que o principal destino das armas fabricadas eram comunidades do Rio de Janeiro, onde elas eram entregues por meio de jatinhos particulares alugados por Belchior. Dados de geolocalização confirmaram que as entregas ocorreram em áreas dominadas por facções criminosas, como o Comando Vermelho.

Conclusão

Este caso ilustra a complexidade e a gravidade do tráfico de armas no Brasil, evidenciando como operações clandestinas conseguem se estabelecer e operar mesmo sob vigilância das autoridades. O desmantelamento desse esquema é um passo importante no combate ao armamento ilegal.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Reprodução/PF


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