Crescimento das livrarias de rua em São Paulo


Como as livrarias de rua se tornaram essenciais para a cultura local

Crescimento das livrarias de rua em São Paulo
Capa de uma das livrarias de rua. Foto: Autor desconhecido

As livrarias de rua em São Paulo estão se destacando como importantes espaços de cultura e convivência.

As livrarias de rua em São Paulo estão ganhando destaque como importantes espaços culturais e comunitários, especialmente em um contexto onde grandes redes de livrarias enfrentam dificuldades. Nos últimos anos, os consumidores têm buscado ambientes mais aconchegantes e especializados para adquirir livros, o que tem contribuído para o crescimento dessas pequenas livrarias como centros de troca de conhecimento e debate cultural.

A iniciativa mais recente para promover essas livrarias é a criação de um mapa que reúne 37 endereços na região central e na zona oeste da cidade, que será lançado no final de novembro. O objetivo é não apenas conectar os leitores, mas também estimular o turismo literário em São Paulo. Com uma tiragem de 40 mil exemplares, o mapa é uma estratégia que visa unir as livrarias em torno de interesses comuns, principalmente na luta contra a concorrência das plataformas digitais.

Desafios enfrentados pelas livrarias de rua

Os proprietários dessas livrarias expressam preocupação com a concorrência oferecida tanto pelas plataformas de venda online quanto pelas feiras de livros que oferecem preços muito competitivos. Adalberto Ribeiro, da Livraria Simples, e João Varella, da Banca Tatuí, mencionam a urgência de uma legislação que limite os descontos aplicados por editoras e plataformas, a fim de proteger o mercado local. Ambos aguardam há anos a tramitação da chamada “lei Cortez”, que poderia estabelecer um teto para descontos em lançamentos, evitando a desvalorização precoce das obras.

Apesar desses desafios, o setor tem mostrado resiliência. Segundo a pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial, encomendado pela Câmara Brasileira do Livro e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros, as livrarias físicas tiveram um aumento de 9,2% na receita bruta com obras gerais entre 2023 e 2024. Este crescimento é indicativo de que, mesmo em meio à crise, as livrarias de rua estão encontrando seu espaço no mercado.

A participação das livrarias físicas no mercado

O estudo também revela que a participação das livrarias exclusivamente virtuais no faturamento caiu de 51,8% para 48,8%. Por outro lado, as livrarias físicas aumentaram sua participação de 27,1% para 29,3%. Em termos de volume de livros vendidos, as livrarias físicas também apresentaram crescimento, passando de 28,9% para 31,3%. Isso demonstra uma mudança no comportamento do consumidor, que parece estar cada vez mais disposto a apoiar os estabelecimentos locais.

A diversidade das livrarias de rua

O mapa das livrarias de rua inclui nomes conhecidos como Ponta de Lança, Mundos Infinitos, Casa Cosmos, entre outros. A iniciativa é apoiada por editoras renomadas como Companhia das Letras, Rocco e Todavia. Embora a maioria das livrarias mapeadas esteja concentrada no centro expandido e na zona oeste, há opções nas zonas sul e leste, refletindo a diversidade cultural da cidade.

Além disso, algumas redes como a Travessa e a da Vila, que possuem filiais em shoppings, mantêm suas raízes nas livrarias de rua, provando que é possível se adaptar e crescer sem perder a identidade.

Conclusão: um futuro promissor para as livrarias

O resgate das livrarias de rua em São Paulo é um fenômeno altamente positivo. Desde 2020, mais de duas dezenas de novas livrarias foram abertas, contribuindo para um ambiente urbano mais humano e acolhedor. O lançamento do mapa não é apenas uma promoção, mas uma celebração da cultura literária da cidade, que se torna cada vez mais rica e diversificada com a presença dessas livrarias. Portanto, ao visitar São Paulo, não deixe de explorar esses espaços que oferecem muito mais do que livros: eles são verdadeiros centros de convivência e cultura.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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