Pesquisadores sul-coreanos revelam novas evidências

Um estudo recente sugere que a expansão do universo pode estar desacelerando, contrariando teorias anteriores.
Pesquisadores da Universidade Yonsei, na Coreia do Sul, publicaram um artigo que sugere que a expansão do universo, que vem sendo acelerada, pode estar desacelerando. Esta descoberta é baseada na análise do brilho de supernovas do tipo Ia, que funcionam como “velas padrão” para medir distâncias astronômicas. A pesquisa, conduzida por um grupo de cosmólogos, traz novas evidências sobre o comportamento da energia escura.
Supernovas e a medição da expansão
As supernovas tipo Ia são explosões estelares que ocorrem quando uma estrela acumula gás de um astro vizinho até alcançar uma massa crítica. Elas são fundamentais na estimativa de distâncias, pois quanto mais distantes estão, menor é o brilho aparente. Combinando essa informação com a medição do desvio para o vermelho das galáxias onde elas estão localizadas, é possível calcular a taxa de expansão do universo desde o Big Bang.
Mudanças na energia escura
Os dados colhidos pelo projeto Desi (Dark Energy Spectroscopic Instrument) indicam que a energia escura não se comporta como uma constante, mas parece estar enfraquecendo com o tempo. A nova análise aponta que a desaceleração da expansão do universo pode já ter começado, o que contraria o modelo padrão que predominou por décadas. Os pesquisadores ajustaram suas medições para levar em conta que o brilho das supernovas varia dependendo da idade da galáxia progenitora.
Implicações para o futuro do cosmos
Com essas novas conclusões, fica a ideia de que o universo não terminará em uma expansão eterna, como se pensava anteriormente. As fases de desaceleração e eventual contração podem ocorrer mais rapidamente do que se esperava, embora ainda levem bilhões de anos. Essa pesquisa não apenas amplia nosso entendimento do cosmos, mas também ressalta o poder da ciência em desvendar a história do universo, desde o Big Bang até possíveis futuros cenários.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








