Estudo revela redução significativa no risco de progressão da doença

Uma nova combinação de medicamentos reduz em até 44% o risco de progressão do câncer de mama metastático, segundo estudo internacional.
Um estudo internacional, publicado no New England Journal of Medicine, revelou que uma nova combinação de medicamentos é capaz de reduzir em até 44% o risco de progressão ou morte em pacientes com câncer de mama metastático do tipo HER2-positivo. A pesquisa, que contou com a participação de 1.157 pacientes de 20 países, incluindo o Brasil, entre 2021 e 2023, mostrou que a mediana de sobrevida livre de progressão foi de 40,7 meses para as que receberam a nova combinação, superior aos 26,9 meses do tratamento padrão.
Resultados do estudo
As pacientes tratadas com a combinação de trastuzumabe deruxtecana e pertuzumabe apresentaram resposta objetiva superior (85,1%) em comparação ao tratamento padrão (78,6%). Além disso, a resposta completa, quando o tumor desaparece totalmente, ocorreu em 15,1% das pacientes com a nova combinação, frente a 8,5% no grupo controle. A pesquisa envolveu grupos aleatórios, comparando a nova combinação com um grupo que recebeu placebo e outro com tratamento padrão.
Implicações para o tratamento
Os novos medicamentos têm ampliado as possibilidades terapêuticas, com foco em controlar a doença e preservar a qualidade de vida dos pacientes. O oncologista Romualdo Barros, um dos autores do estudo, afirma que o tratamento paliativo não é terminal, com alguns pacientes conseguindo cura e outros vivendo com boa qualidade de vida por muitos anos.
Disponibilidade dos medicamentos
Os medicamentos utilizados no tratamento padrão estão disponíveis no SUS, enquanto o trastuzumabe deruxtecana, aprovado pela Anvisa, é acessível principalmente na saúde suplementar. A combinação de medicamentos representa um avanço significativo no tratamento do câncer de mama HER2-positivo, que é caracterizado pela alta agressividade e crescimento rápido dos tumores.
Próximos passos
Embora o estudo ainda não tenha concluído a análise de sobrevida global, os resultados preliminares são promissores e podem influenciar as diretrizes clínicas futuras, destacando a importância de inovações no tratamento do câncer de mama.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








