Jeanine Áñez é libertada após anulação de condenação


Ex-presidente da Bolívia deixa prisão em La Paz após decisão da Suprema Corte

Jeanine Áñez é libertada após anulação de condenação
Jeanine Áñez ao deixar a prisão. Foto: Aizar Raldes/AFP

Jeanine Áñez foi libertada em 6 de novembro de 2025 após a Suprema Corte anular sua condenação por golpe de Estado.

A ex-presidente da Bolívia, Jeanine Áñez, foi libertada em 6 de novembro de 2025, de uma prisão em La Paz, onde esteve detida por mais de quatro anos e meio sob acusação de ter dado um golpe de Estado em 2019. Sua sentença de dez anos de prisão foi anulada na véspera pela Suprema Corte, que determinou sua libertação imediata.

“Jamais houve um golpe de Estado. O que houve foi uma fraude eleitoral que levou todos os bolivianos a reivindicar nosso direito de ter os votos respeitados”, declarou Áñez ao deixar o presídio feminino de La Paz, recebida por familiares e apoiadores.

Contexto da condenação

Áñez foi detida em março de 2021 e passou 20 meses em prisão preventiva antes de ser condenada em 2022. O presidente do Tribunal Supremo de Justiça, Romer Saucedo, informou que ela deverá passar por um “julgamento de responsabilidades”, um processo especial que exige autorização do Congresso, em vez de um julgamento penal comum. O Judiciário ordenou sua libertação para que ela possa se defender nesse processo.

Impactos políticos

A libertação de Áñez ocorre após as recentes eleições na Bolívia, que elegeram Rodrigo Paz como novo presidente, representando uma mudança à direita no país. Paz tomará posse em 8 de novembro de 2025, marcando a primeira eleição em 20 anos sem um candidato do MAS (Movimento ao Socialismo), partido que teve em Evo Morales sua figura central. Essa nova configuração política poderá influenciar o futuro da ex-presidente e a condução de sua defesa no novo julgamento.

Repercussões sociais

Após a posse de Áñez, protestos se intensificaram, resultando em confrontos com as forças de segurança, que deixaram 36 mortos. A ex-presidente, ao deixar a prisão, reafirmou sua convicção de ter agido em prol da pátria, transformando sua libertação em um momento simbólico para seus apoiadores e a atual polarização política na Bolívia.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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