Investigação revela esquema de cobrança de pagamento para evitar inquérito

Afastamento de policiais federais e um PM ocorre após prisão de empresário acusado de extorsão. Investigação revela esquema de cobrança para evitar inquérito.
No dia 6 de novembro de 2025, no Rio de Janeiro, três policiais federais e um policial militar foram afastados após uma operação da Polícia Federal. Os agentes são suspeitos de extorquir um empresário, exigindo pagamentos mensais para evitar a abertura de um inquérito contra ele.
Detalhes da operação e prisão
O empresário foi preso em flagrante durante a execução de mandados de busca e apreensão em sua residência, localizada em Jacarepaguá, zona sudoeste da cidade. Ele possuía um distintivo da Polícia Federal, uma carteira funcional falsificada e um veículo blindado equipado com sirene e giroflex. A investigação apurou que os policiais foram os responsáveis por fornecer esses materiais ao empresário, com a intenção de que ele se apresentasse como um agente da PF.
Investigação e desdobramentos
A operação da PF, que levou ao afastamento dos policiais, surgiu a partir de uma investigação anterior, a operação Cash Courier, realizada em março de 2025, que visava um grupo suspeito de tráfico internacional de armas. Um dos policiais federais afastados é suspeito de liderar esse grupo. A PF ainda encontrou uma arma e munições na casa do empresário. Os policiais e o PM estão indiciados por organização criminosa, extorsão e falsidade ideológica.
Consequências para os envolvidos
Após o afastamento, os agentes foram obrigados a entregar suas armas e tiveram seus acessos aos sistemas de informação revogados. Além disso, estão proibidos de sair de seus municípios de residência sem autorização judicial e têm os passaportes retidos. O Ministério Público Federal e a Corregedoria da PM participaram da operação, que visa combater a corrupção dentro das forças de segurança.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








