Relatório revela que museu priorizou aquisições em vez de proteção

Relatório aponta que o Louvre priorizou aquisições em detrimento da segurança, gerando preocupações após assalto recente.
Em Paris, no dia 6 de novembro de 2025, um relatório do Tribunal de Contas da França destacou a negligência do Museu do Louvre em relação à segurança, priorizando aquisições de obras de arte. O documento aponta que, nos últimos sete anos, a gestão do museu ignorou alertas sobre a segurança do edifício, resultando em vulnerabilidades significativas.
Gastos excessivos em aquisições
O relatório revela que, entre 2018 e 2024, o Louvre gastou € 105,4 milhões na compra de obras, enquanto apenas € 26,7 milhões foram destinados à manutenção. Essa diferença alarmante sugere uma gestão que privilegia o visível em detrimento da segurança. Além disso, apenas 39% das salas do museu possuíam câmeras de segurança, e a falta de monitoramento adequado foi identificada em uma auditoria iniciada em 2015.
Reações à negligência
O presidente do Tribunal de Contas, Pierre Moscovici, declarou que o roubo recente é um “alerta estrondoso” sobre a insuficiência das melhorias na segurança. A direção do Louvre, embora aceitando a maioria das recomendações, argumentou que o estudo ignorou várias iniciativas já implementadas. Uma reunião de urgência está programada para discutir as medidas a serem adotadas.
O roubo e suas consequências
O assalto ocorreu às 9h30 locais, quando quatro homens utilizaram um elevador de carga e uma minisserra elétrica em uma ação rápida que durou apenas sete minutos. Itens de valor significativo, como joias estimadas em US$ 102 milhões, foram levados. Até o momento, quatro suspeitos foram presos, mas as peças ainda não foram recuperadas. As autoridades enfatizam que os criminosos parecem amadores, o que levanta questões sobre a eficácia da segurança do museu.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








