Estudos revelam a ligação entre poluição e demência

Pesquisas indicam que a poluição do ar, especialmente partículas finas, está associada ao aumento de casos de demência e Alzheimer.
Cientistas alertam que a poluição do ar, especialmente as partículas finas de escapamentos e incêndios florestais, pode estar aumentando casos de demência. Vários estudos recentes indicam uma forte associação entre a exposição ao PM2.5 e o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer.
A conexão entre poluição e saúde cognitiva
Um dos estudos mais significativos, realizado na Universidade da Pensilvânia, analisou mais de 600 cérebros de doadores ao longo de duas décadas. Os pesquisadores encontraram que a exposição ao PM2.5 estava diretamente ligada à gravidade da doença de Alzheimer, com um aumento de quase 20% nas patologias mais severas em áreas com altos níveis de poluição.
Impactos da poluição na saúde
Além do Alzheimer, a pesquisa também sugere que a poluição do ar pode estar relacionada a outras formas de demência, incluindo demência com corpos de Lewy. Estudo recente revelou que a taxa de hospitalizações por essas condições aumentou em 12% nas áreas mais poluídas. O PM2.5, por ser facilmente inalável, pode entrar na corrente sanguínea e afetar diretamente o cérebro.
Necessidade de políticas mais eficazes
Apesar da redução da poluição do ar nos últimos anos nos Estados Unidos, especialistas pedem que políticas mais rigorosas sejam implementadas para garantir um ambiente saudável, ressaltando que o custo da saúde mental decorrente da poluição pode ser ainda mais elevado. A pesquisa continua a investigar as causas fisiológicas da ligação entre poluição e demência, mas os dados atuais já indicam a urgência de ações para melhorar a qualidade do ar.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








