A transição teológica em Israel e Judá a partir de 800 a.C.

A coluna discute como a crise social e a ascensão de impérios influenciaram a transição do culto a Iahweh para o monoteísmo em Israel e Judá.
Cidade, País, 800 a.C. — O período de instabilidade nos reinos israelitas de Israel e Judá, marcado por desigualdade e crescente poder monárquico, pode ter sido crucial para a formação do monoteísmo. A ascensão de potências como a Assíria trouxe desafios que exigiram uma nova visão do Deus bíblico.
A transição teológica em Israel e Judá
A partir de 800 a.C., os reinos de Israel e Judá se consolidaram, mas a desigualdade social e a centralização do poder monárquico geraram tensões. Profetas como Amós denunciavam o luxo da elite em contraste com as dificuldades dos camponeses, associando essa crise à necessidade de uma devoção mais intensa a Iahweh. A figura de Iahweh passou a ser vista como um símbolo de resistência e arrependimento diante da opressão social.
Pressões externas e suas consequências
O crescimento das potências vizinhas, especialmente a Assíria, tornou a situação ainda mais crítica. A escolha entre se submeter ou resistir levou Israel a um desastre em 720 a.C., quando a capital Samaria foi capturada, resultando na deportação de milhares de israelitas. Esse trauma reforçou a necessidade de uma reforma religiosa em Judá, promovendo uma devoção exclusiva a Iahweh.
O impacto da reforma religiosa
O reinado do rei Josias, no século 7 a.C., será explorado no próximo episódio, onde a reformulação do culto e a origem do livro do Deuteronômio serão discutidas. Esses eventos marcam um ponto de virada na história religiosa dos israelitas, estabelecendo as bases para o monoteísmo que conhecemos hoje.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








