Domínio do Comando Vermelho em Belém e a COP30


Como a facção controla a capital paraense enquanto se prepara para a cúpula internacional

Domínio do Comando Vermelho em Belém e a COP30
Foto: Reprodução

A facção Comando Vermelho, que chegou a Belém por volta de 2015, agora domina a capital paraense, coincidentemente, quando a cidade se prepara para a COP30.

Em Belém, a facção Comando Vermelho (CV), que chegou à cidade por volta de 2015, se tornou a força dominante, coincidindo com a operação das Forças Armadas programada por conta da COP30, que ocorre entre 2 e 23 de novembro. O CV incorporou gangues locais e impõe regras rigorosas à população, além de cobrar taxas de comerciantes, criando um clima de medo e submissão.

A presença do Comando Vermelho

O Comando Vermelho expandiu-se rapidamente em Belém e na região metropolitana, dominando cidades como Ananindeua e Barcarena. De acordo com o estudo “Cartografias da Violência na Amazônia 2024”, o estado do Pará apresenta a maior presença de grupos criminosos na Amazônia Legal, com 73 municípios afetados. O CV controla a maioria desses locais, enquanto o Primeiro Comando da Capital (PCC) tem presença mais restrita.

A operação e suas consequências

A operação das Forças Armadas, decretada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi solicitada pelo governador do Pará, Helder Barbalho, em um contexto de crescente violência na região, especialmente após uma operação policial no Rio de Janeiro que resultou na morte de 121 pessoas. O governo do Pará colaborou com investigações que levaram a essa ação, destacando a importância do controle do CV sobre a criminalidade local.

Reações e impactos sociais

A presença do Comando Vermelho trouxe tanto um controle social quanto uma nova forma de vigilância na região, com relatos de redução de roubos onde a facção exerce domínio. No entanto, o medo e a coerção são constantes, com comerciantes sendo obrigados a pagar taxas para operar. Organizações da sociedade civil manifestaram preocupações sobre a militarização excessiva durante a COP30, defendendo que o evento deve ser acessível e seguro para a população local.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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