Brasil defende presença de navios dos EUA no Caribe


Posição contrária à alegação da Venezuela sobre violação de tratado nuclear

Brasil defende presença de navios dos EUA no Caribe
Foto: AFP — Foto: /AFP

O Brasil discorda da Venezuela sobre a presença de navios dos EUA no Caribe, afirmando que não viola tratado nuclear.

Em 4 de novembro de 2025, o governo brasileiro, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou sua discordância à Venezuela em um fórum internacional, afirmando que a presença de embarcações de guerra americanas no Caribe não infringe o Tratado de Tlatelolco, que proíbe armas nucleares na América Latina. Essa posição foi motivada, entre outros fatores, pela ambição do Brasil de desenvolver um submarino de propulsão nuclear.

Divergência sobre o Tratado de Tlatelolco

A Venezuela apresentou uma queixa na ONU contra a mobilização militar dos EUA, alegando que a introdução de um submarino nuclear, o USS Newport News, representa uma violação do tratado assinado em 1967, que estabelece a desnuclearização da região. O Itamaraty, em nota, argumentou que o artigo 5º do tratado exclui a definição de arma nuclear para o transporte e propulsão de embarcações, considerando essa tecnologia não aplicável às restrições do acordo.

Implicações da posição brasileira

O Brasil, ao adotar essa posição, busca reforçar sua intenção de desenvolver um submarino nuclear dentro do programa Prosub, estimado em R$ 40 bilhões, que prevê a construção de submarinos convencionais e um de propulsão nuclear. A próxima reunião da Opanal deve abordar essas questões, especialmente após a inclusão do USS Gerald R. Ford, um porta-aviões nuclear, na frota que opera na América Latina e Caribe.

Contexto geopolítico

A mobilização militar dos EUA na região tem sido justificada pelo combate ao tráfico de drogas, mas também gerou preocupações sobre a segurança e a estabilidade na América Latina. O Brasil, além de defender sua posição em fóruns internacionais, busca equilibrar sua aspiração de desenvolver tecnologia nuclear com a necessidade de manter relações diplomáticas na região.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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