Diminuição no apoio militar é significativa desde janeiro de 2025

Desde janeiro de 2025, a ajuda militar à Ucrânia caiu 43%, com a volta de Trump ao poder.
Em janeiro de 2025, com a volta de Donald Trump ao poder, a ajuda militar à Ucrânia caiu 43%, segundo dados do Instituto Kiel. Os EUA não desembolsaram novos recursos neste ano e a situação se agrava com a dificuldade dos membros da Otan em manter apoio a Kiev.
Queda no apoio militar
A ajuda europeia despencou após um acordo com Trump que permite aos europeus repassarem armas compradas dos EUA a Kiev, reduzindo o suporte americano. Desde a assinatura do programa Purl em 14 de julho, a média de ajuda militar caiu 43% em comparação aos primeiros seis meses do ano. Sem o apoio do Canadá, essa queda seria ainda maior, chegando a 57%.
Impactos para a Ucrânia
Christoph Trebesch, do Instituto Kiel, alerta que essa redução é alarmante para a Ucrânia. O programa Purl é criticado por ser o único método eficaz de envio rápido de armamentos, enquanto aquisições tradicionais, como os caças Gripen da Suécia, podem levar anos para serem concretizadas. O apoio militar dos EUA, que totalizou € 64,6 bilhões até 31 de agosto, agora se encontra estagnado.
Desafios financeiros europeus
A queda no envio de armamentos também reflete a pressão financeira sobre os países europeus, que aumentaram seu gasto militar de US$ 3,5 bilhões em 2022 para quase US$ 4 bilhões mensais. Apesar disso, o comprometimento em elevar os gastos para 5% do PIB em dez anos ainda é incerto.
O futuro do apoio militar
A Ucrânia busca mísseis de maior alcance, mas enfrenta resistência de aliados, enquanto Trump tenta cumprir sua promessa de reduzir gastos americanos com a guerra. O apoio humanitário e financeiro, por outro lado, permanece constante, com os países europeus já investindo € 177 bilhões no total. A Polônia se destaca como a maior fornecedora de tanques, enquanto os EUA lideram o fornecimento de sistemas antiaéreos.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








