Sexo regular pode melhorar a saúde mental, aponta pesquisa


Pesquisa revela ligação entre frequência sexual e risco de depressão

Sexo regular pode melhorar a saúde mental, aponta pesquisa
Pés entrelaçados na cama. Foto: Womanizer Toys/Unsplash

Estudo aponta que fazer sexo uma ou duas vezes por semana pode reduzir o risco de depressão.

Em 4 de outubro de 2023, um estudo conduzido por pesquisadores das universidades de Shenzhen e Shantou, na China, revelou que a frequência sexual de uma a duas vezes por semana pode reduzir significativamente o risco de depressão. Essa pesquisa, publicada no Journal of Affective Disorders, analisou dados de 15.794 jovens adultos nos Estados Unidos.

Benefícios da frequência sexual

Embora a ligação entre a atividade sexual e a saúde mental já tenha sido discutida, os efeitos psicológicos da frequência sexual ainda são pouco explorados. Os autores do estudo sugerem que manter uma vida sexual ativa pode ajudar na regulação emocional e na diminuição dos sintomas depressivos. O psiquiatra Daniel Mori, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, enfatiza que a saúde sexual deve ser considerada em avaliações médicas e psicológicas, algo frequentemente negligenciado.

Importância do contexto individual

A ginecologista Aline Ambrósio, especialista em sexualidade humana, reforça que a atividade sexual, especialmente quando associada a relacionamentos saudáveis, tem um impacto positivo na saúde mental. A liberação de neurotransmissores como ocitocina, dopamina e serotonina durante a atividade sexual contribui para a regulação do humor. Contudo, os especialistas alertam que não existe uma frequência mínima estabelecida como necessária para a saúde física e emocional, e que a individualização é essencial.

Considerações finais

O estudo não mediu a qualidade dos relacionamentos, um fator que pode influenciar os benefícios de uma vida sexual ativa. Daniel Mori ressalta que o que a pesquisa encontrou é uma faixa de frequência onde os benefícios são mais evidentes, mas isso não deve ser visto como uma receita universal. A saúde mental deve ser priorizada, e qualquer ajuste em tratamentos deve ser discutido abertamente entre médicos e pacientes.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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