Reflexões sobre identidade e limites na era digital

A exposição nas redes sociais pode distorcer a identidade infantil, segundo especialistas. O caso da família Franke exemplifica isso.
Em 31 de outubro de 2025, o caso da família Franke traz à tona discussões importantes sobre a exposição infantil nas redes sociais. Shari Franke, em seu livro “A Casa Da Minha Mãe”, narra os abusos que ocorreram nos bastidores do canal familiar criado por sua mãe, Ruby Franke, que foi condenada a 15 anos de prisão por abuso infantil.
O perigo da exposição
A vida da família Franke, documentada em vídeos, revela como a exposição constante pode distorcer a identidade das crianças. Shari relata que sua mãe controlava cada aspecto das gravações, obrigando os filhos a manter uma “máscara sorridente”, mesmo em momentos constrangedores. Especialistas, como a psicanalista Camila Menezes, enfatizam que essa dinâmica pode deixar marcas profundas na construção da identidade, uma vez que as crianças não conseguem distinguir entre público e privado.
Desafios da parentalidade digital
A socióloga Laura Hauser observa que a parentalidade se torna uma performance nas redes sociais, onde o valor de uma criança está atrelado a curtidas e visualizações. Essa mercantilização da infância pode levar a consequências devastadoras, como a adultização precoce. Além disso, a falta de limites claros pode facilitar a exposição a situações predatórias.
Legislação em foco
Para amenizar esses problemas, o Brasil implementou o ECA Digital, sancionado em setembro de 2025, que visa proteger crianças e adolescentes na internet. A advogada Nuria López ressalta que a legislação exige que plataformas digitais adotem medidas protetivas, como restrição de contatos com desconhecidos. No entanto, a responsabilidade dos pais permanece crucial, especialmente em situações de abuso.
Conclusão
O caso da família Franke serve como um alerta sobre os riscos da exposição infantil nas redes sociais. Shari Franke conclui que a experiência dela representa um exemplo claro de como a vida digital pode distorcer a realidade e impactar negativamente os jovens. A sociedade precisa refletir sobre seu papel nesse cenário e considerar a importância de uma proteção eficaz para as crianças.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








