Ministro da Fazenda afirma que aporte é crucial para remuneração de países que preservam florestas

Ministro Fernando Haddad destaca que são necessários US$ 10 bilhões em recursos públicos até 2026 para o Fundo de Florestas.
Em 3 de novembro de 2025, em São Paulo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o aporte de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 53,5 milhões) em recursos públicos para o Fundo de Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) até 2026 seria suficiente para começar a remunerar os países que protegem sua vegetação. A expectativa é que países do G20 contribuam durante a COP30, que começa em 10 de novembro em Belém.
Proposta inicial e compromissos do Brasil
Inicialmente, a proposta para estruturar o TFFF previa o aporte de US$ 25 bilhões. O Brasil, idealizador do fundo, anunciou o investimento de US$ 1 bilhão, via Fundo Clima. Haddad mencionou que “se a gente terminar o primeiro ano com US$ 10 bilhões de recursos públicos, seria um grande feito”. O ministro destacou que a meta é de chegar a US$ 10 bilhões de dinheiro público durante a presidência do Brasil na COP.
Expectativa de investimento do G20
Haddad expressou otimismo quanto à sinalização de aporte da maioria das nações do G20 e afirmou que vários países já manifestaram a intenção de investir no TFFF. Ele comentou que, para alcançar os US$ 10 bilhões, bastaria que alguns países do G20 aderissem, principalmente os que estão endividados e não têm recursos para manter suas florestas.
Importância do TFFF
O TFFF funciona como um mecanismo financeiro tradicional, que remunera seus acionistas com parte dos lucros, a taxas de mercado, além de US$ 4 (R$ 21) para cada hectare de floresta tropical no mundo. Comunidades tradicionais devem receber 20% dos recursos. A meta inicial de US$ 10 bilhões em investimento público estaria dentro dos US$ 25 bilhões, sendo o restante oriundo de aportes privados.
Haddad concluiu afirmando que é hora de “colocar a mão no bolso” e acelerar os investimentos na economia verde para promover a transformação ecológica.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








