Desigualdade e vulnerabilidade a pandemias


Relatório da ONU alerta sobre os riscos sociais e econômicos

Desigualdade e vulnerabilidade a pandemias
Foto: Folhapress

Um novo relatório da ONU revela que a desigualdade social e econômica torna o mundo mais vulnerável a pandemias, como a Covid-19 e novas cepas.

Um novo relatório da ONU, lançado em 3 de novembro de 2025, revela que a desigualdade social e econômica torna o mundo mais vulnerável a pandemias. O estudo, elaborado pelo Conselho Global sobre Desigualdade, HIV/Aids e Pandemias, destaca que crises sanitárias serão mais letais enquanto persistirem iniquidades sociais. A pesquisa foi divulgada às vésperas das reuniões do G20, que ocorrerão em Joanesburgo, África do Sul.

Impactos da desigualdade na saúde global

O relatório aponta que as desigualdades internacionais globalizam a vulnerabilidade a surtos. A falta de acesso equitativo a vacinas durante a pandemia de Covid-19 ilustrou o problema, resultando em milhões de infecções e mortes que poderiam ter sido evitadas. Além disso, fatores como moradia precária e informalidade no trabalho criam “zonas de vulnerabilidade” que facilitam a propagação de vírus.

Propostas para mitigar a crise

Os autores do relatório, incluindo o Nobel de Economia Joseph Stiglitz, destacam a importância de políticas que reduzam desigualdades. O documento sugere ações como renegociação de dívidas, investimentos em moradia e proteção social, e fortalecimento da produção local e regional de vacinas. Essas medidas visam construir sociedades mais justas e resilientes, essenciais para a preparação e resposta a crises sanitárias.

Segurança sanitária e desigualdade

Conforme enfatizado, a segurança sanitária não deve ser construída sobre sociedades desiguais. O relatório apela aos líderes do G20 e instituições financeiras internacionais para adotarem políticas que integrem saúde, economia e justiça social. Garantir que medicamentos e vacinas possam ser produzidos regionalmente é vital para a saúde global. A mensagem central é clara: combater as pandemias começa muito antes do primeiro caso registrado, exigindo a correção das desigualdades que moldam quem adoece e quem se recupera.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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