Cláudio Castro se reuniu com Alexandre de Moraes e detalhou operação que deixou 121 mortos

Governador Cláudio Castro informou ao STF que a operação no Rio respeitou os parâmetros constitucionais. Operação resultou em 121 mortes, sendo quatro policiais.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou hoje ao STF (Supremo Tribunal Federal) que a operação realizada no estado, em 28 de outubro de 2025, seguiu os “parâmetros constitucionais”. Segundo Castro, a Operação Contenção foi planejada com “controle judicial e acompanhamento ministerial”.
Detalhes da reunião com o STF
Castro se reuniu com o ministro Alexandre de Moraes, encontro que começou pouco antes das 11h30 e terminou às 13h40. Ambos chegaram juntos ao CICC (Centro Integrado de Comando e Controle da Polícia Militar) por volta das 11h. O ministro Moraes, relator da ADPF das Favelas, determinou que o governo do Rio preserve as provas relacionadas à megaoperação, permitindo que o Ministério Público do Rio de Janeiro tenha o “controle e averiguação” do caso.
Números e indicadores da operação
A operação resultou em 121 mortes, sendo quatro policiais. Dos suspeitos mortos, 43 possuíam mandados de prisão pendentes. O número de mortos ultrapassa o massacre do Carandiru, em São Paulo, em 1992, onde 111 detentos foram mortos. Além disso, 97 alvos tinham relevante histórico criminal, e 62 suspeitos mortos eram de outros estados, incluindo 19 do Pará e 12 da Bahia.
Ações posteriores e impacto social
Moradores encontraram os corpos em uma área de mata no Complexo da Penha. O Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto foi fechado para receber exclusivamente os corpos da operação, e a Defensoria Pública montou um posto de atendimento para auxiliar as famílias. A operação, planejada durante um ano, tinha como alvo lideranças do CV, com a polícia apreendendo 118 armas, incluindo 91 fuzis. Ao menos nove pessoas ficaram feridas nessa ação, levando a um intenso debate sobre a letalidade policial e a necessidade de maior controle nas operações de segurança pública.
Notícia feita com informações do portal: noticias.uol.com.br








