Estudo revela que 15% dos docentes conhecem casos de assédio sexual

Pesquisa revela que 45% dos professores já ouviram comentários machistas sobre alunas. 15% conhecem casos de assédio sexual.
Em 05 de outubro de 2023, a pesquisa realizada pela ONG Serenas revela que 45% dos professores já presenciaram comentários machistas sobre o corpo de alunas, evidenciando a presença de violência de gênero nas escolas. Foram entrevistados 1.383 educadores de diversas regiões do Brasil, abrangendo instituições públicas e privadas, desde a educação infantil até o ensino médio.
Impactos da pesquisa
Os resultados demonstram que a escola, que deveria ser um ambiente seguro, muitas vezes perpetua as mesmas desigualdades enfrentadas fora dela. 68% dos professores relataram ter ouvido comentários constrangedores, com 70% testemunhando estudantes do sexo masculino sexualizando as meninas devido à vestimenta ou comportamento delas.
Casos de assédio
Adicionalmente, 15% dos docentes afirmaram conhecer casos de assédio sexual por parte de colegas. As situações relatadas incluem olhares invasivos e propostas inapropriadas. Esses dados indicam uma normalização da violência, já que muitos professores não reconhecem esses atos como violência de gênero.
Percepções diferentes entre gêneros
A pesquisa também revelou diferenças na percepção entre professores homens e mulheres. Enquanto 69% das docentes consideram comentários de conotação sexual como violência, apenas 60% dos professores homens compartilham dessa visão. Essa discrepância sugere a necessidade de uma educação mais abrangente para os educadores.
Preparação e resistência
Apesar de 99% dos professores acreditarem que as escolas devem atuar na prevenção da violência de gênero, apenas 19% se sentem preparados para abordar essas questões. O receio em discutir o tema e a resistência de algumas famílias a iniciativas pedagógicas são barreiras significativas. A especialista Débora Lira ressalta que a falta de diálogo sobre o assunto contribui para a perpetuação da violência, tornando os alunos mais vulneráveis.
Os resultados da pesquisa mostram que a violência de gênero já ocorre nas escolas, e a não discussão do tema impede que os alunos aprendam a identificar e denunciar essas situações.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








