Pesquisa da Universidade Northwestern traz esperança para novos tratamentos

Estudo da Universidade Northwestern mostra que anticorpo pode ajudar no combate ao câncer de pâncreas.
Em 31 de outubro de 2023, pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, apresentaram um anticorpo que pode ser fundamental no combate ao câncer de pâncreas. A pesquisa, que combinou dados de pacientes humanos e testes em camundongos, busca reativar o sistema imunológico para atacar tumores que geralmente se desenvolvem de forma silenciosa.
O mecanismo do anticorpo
O estudo, liderado pelo cientista e imunologista Mohamed Abdel-Mohsen, identificou a proteína Siglec-10 nas células de defesa dentro dos tumores pancreáticos. Essa proteína se liga à Integrina α3β1, presente nas células cancerígenas, criando um sinal que impede as células de defesa de atacar o tumor. Ao bloquear essa interação, os pesquisadores conseguiram reativar as células do sistema imunológico, permitindo que estas reconheçam e combatam o câncer de forma eficaz.
Desafios do tratamento
O oncologista Felipe Coimbra, do A.C.Camargo Cancer Center, destaca que o câncer de pâncreas é notoriamente difícil de diagnosticar precocemente devido à sua localização profunda no abdômen e à falta de sintomas iniciais. O ambiente hostil criado pelo tumor, que possui tecido fibroso ao redor, também dificulta a ação das células de defesa. Essas barreiras tornam o tratamento complexo, e mesmo com a detecção precoce, as mutações frequentes nos tumores complicam ainda mais a eficácia dos tratamentos existentes.
Próximos passos
A equipe de pesquisa planeja conduzir mais testes em laboratório e iniciar discussões com órgãos reguladores para avançar para os primeiros estudos em humanos. Além disso, uma das etapas futuras é testar a combinação do novo anticorpo com quimioterapia ou outras imunoterapias já disponíveis, o que pode gerar uma resposta mais robusta contra o câncer. O oncologista Coimbra enfatiza a importância de detectar a doença o mais cedo possível, já que os sintomas geralmente aparecem em estágios avançados, dificultando o tratamento eficaz.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








