O uso de porcos e insetos na busca por desaparecidos no México


Métodos inovadores e tecnologia geoespacial auxiliam investigações

O uso de porcos e insetos na busca por desaparecidos no México
Investigadores preparam o local onde serão exumados diversos animais para averiguação. Foto: José Silván

Cientistas no México utilizam porcos, insetos e tecnologia geoespacial para auxiliar na busca por desaparecidos, especialmente em valas comuns.

Em Jalisco, México, desde 2023, cientistas têm utilizado porcos, insetos e tecnologia geoespacial em suas investigações de desaparecidos. Os especialistas suspeitavam que uma fazenda na região poderia esconder corpos, mas os métodos tradicionais falharam até que um drone equipado com câmera térmica identificou uma alteração no solo, revelando valas comuns.

Técnicas inovadoras na identificação de valas comuns

A equipe, coordenada por Juan José Silván, usa tecnologia geoespacial para detectar valas, coletando dados através de drones e satélites. Além disso, porcos são enterrados em locais estratégicos para simular a decomposição de corpos humanos, permitindo que os pesquisadores estudem as alterações no solo. “A composição anatômica dos porcos é muito similar à dos seres humanos”, afirma Silván.

O crescimento do problema de desaparecidos no México

Desde o início da guerra contra o narcotráfico, em 2006, o número de desaparecidos aumentou de 26 mil para 130 mil, levando à formação de mais de 300 grupos de busca. Os investigadores destacam que a utilização de métodos científicos é crucial para oferecer respostas a famílias que buscam seus entes queridos, especialmente após o caso dos estudantes de Ayotzinapa, que desapareceram em 2014.

Resultados e impactos das investigações

Os dados obtidos com porcos enterrados e análise de solo têm mostrado ser promissores. Além das práticas locais, informações de conflitos em outras regiões têm sido aplicadas. A presença de flores amarelas e vegetação mais verde em áreas de valas comuns também é um indicativo de corpos enterrados. Embora os métodos estejam se expandindo, Silván ressalta a importância do trabalho de campo, afirmando que a melhor maneira de encontrar valas é através de buscas diretas no terreno.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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