Venezuelanos enfrentam inflação e incertezas enquanto se preparam para possível ataque dos EUA

Enquanto Maduro se prepara para um possível ataque dos EUA, venezuelanos lidam com inflação e falta de alimentos.
Em um contexto de crescente tensão, os venezuelanos enfrentam, em 30 de outubro de 2025, a inflação de três dígitos e uma grave crise alimentar, enquanto o presidente Nicolás Maduro se prepara para um possível ataque dos EUA. A presença militar americana na costa da Venezuela tem se intensificado, com ataques a barcos suspeitos, mas a população se preocupa mais com a falta de comida do que com os conflitos militares.
Cenário econômico crítico
O Fundo Monetário Internacional prevê que a inflação na Venezuela atingirá 269,9% até o final de 2025 e poderá ultrapassar 680% até 2026. Os venezuelanos enfrentam privação generalizada, e a insegurança alimentar se torna uma questão urgente. Um jovem cozinheiro de Sucre expressou: “Não podemos pensar em mais nada sem comprar comida primeiro”. A crise económica resultou na fuga de mais de 7 milhões de venezuelanos, tornando-os a maior população de refugiados do mundo.
Repressão e controle
O governo de Maduro tem intensificado a repressão contra economistas e cidadãos que tentam denunciar a situação. O estado prendeu vários economistas, incluindo Rodrigo Cabezas, ex-ministro das Finanças, por divulgarem informações sobre a inflação. Além disso, Maduro tenta criminalizar a solicitação de intervenção militar, visando opositores como Leopoldo López, ex-prisioneiro político.
Desespero da população
Os venezuelanos, lidando com a incerteza, sentem que a situação econômica está piorando. “A recessão está tirando as pessoas do mercado de trabalho”, disse um economista anônimo. A pobreza afeta cada vez mais famílias, com 70% vivendo em condições de miséria em 2024. O clima de medo e incerteza se reflete em apelos como o de uma professora em Caracas: “Não sei o que vai acontecer, espero que aconteça rápido”.
Conclusão
Enquanto Maduro apela por paz, a realidade dos venezuelanos é marcada por uma luta constante pela sobrevivência, com a expectativa de que a situação se agrave ainda mais. A combinação de crises econômicas e políticas continua a desafiar a população, que busca desesperadamente uma saída para a sua difícil realidade.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








