Iniciativa busca garantir a participação de nações vulneráveis na COP30

Brasil oferece cabines de cruzeiro gratuitas para nações mais pobres, visando garantir a presença na COP30 em Belém, de 10 a 21 de novembro.
Em Belém, de 10 a 21 de novembro, o Brasil disponibilizou cabines de cruzeiro gratuitas para cerca de 96 nações de baixa renda que ainda não garantiram acomodações para a COP30. A iniciativa, coordenada com apoio de doadores privados e do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe, busca assegurar a presença de delegações vulneráveis, em meio a preocupações logísticas e aumento dos custos de hospedagem na região.
Acomodações e logística na COP30
Cerca de 50.000 delegados são esperados na cidade, que normalmente conta com apenas 18.000 leitos de hotel. Isso resultou em diárias altíssimas, superiores a US$ 500 em alguns casos. Até 31 de outubro, 149 países haviam confirmado a hospedagem, enquanto 37 ainda estavam negociando, de acordo com o governo brasileiro.
Apoio a nações vulneráveis
O Brasil se comprometeu a garantir que as vozes das nações mais pobres e vulneráveis ao clima sejam ouvidas durante a cúpula. O aumento dos custos levou a ONU a realizar reuniões de emergência, especialmente em resposta a avisos de países africanos e pequenas nações insulares, que relataram dificuldades em comparecer, mesmo após subsídios oferecidos para os hotéis.
Detalhes da oferta
Um email vazado indicou que o Brasil ofereceu três cabines gratuitas em navios de cruzeiro para delegações de nações de baixa renda, com financiamento de doadores privados. O presidente da COP30, André Correa do Lago, enfatizou que essa ação visa apoiar a presença de países em desenvolvimento na conferência. “Com isso, teremos um apoio significativo para que todos os países em desenvolvimento possam estar presentes na COP”, afirmou.
Desafios para países ricos
Alguns países europeus mais ricos também sinalizaram a possibilidade de não participar das negociações devido ao alto custo das acomodações. A situação destaca a necessidade de soluções criativas para garantir a inclusão de todas as nações nas discussões climáticas.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








