Gilmar Mendes cobra plano de reocupação de territórios no Rio


Ministro do STF critica operações policiais sem estratégia definida

Gilmar Mendes cobra plano de reocupação de territórios no Rio
Gilmar Mendes cobra plano de reocupação de territórios no Rio

Gilmar Mendes, do STF, critica a falta de um plano de reocupação no Rio, afirmando que operações policiais são parciais sem essa estratégia.

Neste domingo (2), o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), destacou a necessidade urgente de um plano de reocupação para os territórios dominados por facções e milícias no Rio de Janeiro. Ele enfatizou que, enquanto esse plano não for implementado, o resultado das operações policiais “continuará sendo parcial e insustentável”.

A crítica às operações policiais

Mendes afirmou que o Supremo não proibiu operações policiais ao julgar a chamada “ADPF das Favelas”, mas estabeleceu parâmetros para que essas ações sejam planejadas e transparentes, visando a redução de mortes e a proteção de vidas. Seus comentários surgiram após a operação policial realizada na última terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão, que deixou ao menos 121 mortos, superando o massacre do Carandiru.

A determinação do STF

Em abril, o STF ordenou que o estado apresentasse um plano que incluísse serviços públicos permanentes, como educação e saúde, para devolver segurança e dignidade às comunidades. Mendes reiterou que, enquanto o plano não for colocado em prática e as operações continuarem a ser pontuais, os resultados não serão satisfatórios. Ele destacou a urgência de uma política de segurança eficaz que não transforme as favelas em campos de guerra, permitindo que as populações locais vivam sem medo.

Conclusão

Gilmar Mendes terminou sua declaração ressaltando a importância de um inquérito, determinado pelo STF, que deve ser conduzido pela Polícia Federal para investigar crimes com repercussão interestadual e internacional. A situação atual no Rio de Janeiro continua a exigir atenção urgente das autoridades, especialmente diante das tragédias recentes.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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