Iniciativa busca preservar e democratizar acesso ao acervo da companhia

Teatro Oficina digitaliza acervo de mais de 3.000 figurinos e objetos ao longo de 12 meses.
Em São Paulo, a Casa de Acervo Oficina está em processo de digitalização de mais de 3.000 figurinos e objetos de cena, preservando um capítulo essencial da cultura brasileira. O projeto, que se estende até março de 2026, foi contemplado por edital público e visa democratizar o acesso ao acervo da companhia, fundada por José Celso Martinez Corrêa.
A digitalização do acervo
O acervo físico inclui registros de espetáculos emblemáticos como “Hamlet” (1993) e “O Rei da Vela” (2017). A digitalização está sendo realizada em parceria com a Universidade de Brasília e o Instituto Brasileiro dos Museus, utilizando uma plataforma desenvolvida para facilitar o acesso ao patrimônio documental da companhia. A atriz Sylvia Prado destaca a importância dessa catalogação, que a torna uma “memória ativa” do processo.
Conservação e catalogação
Enquanto a digitalização avança, a equipe também se dedica à conservação física das peças. A Oficina de Conservação e Restauração de Têxteis, coordenada por Cláudia Nunes, está formando profissionais para garantir a preservação material do acervo. O ator Victor Rosa ressalta a relevância da experiência de Cláudia, que traz 40 anos de expertise em restauração.
Impactos e próximos passos
Elisete Jeremias, diretora-geral da Casa de Acervo Oficina, enfatiza que o projeto não apenas preserva a memória, mas também alimenta novas produções. A digitalização permitirá que pesquisadores de todo o mundo acessem esse patrimônio vivo. O projeto tem duração de 12 meses e inclui melhorias na segurança patrimonial e na infraestrutura da casa, garantindo a proteção do material original enquanto avança sua transformação digital.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








