Dados preocupantes revelam o impacto do crime na vida dos cariocas

Cerca de 4,9 milhões de pessoas no Rio de Janeiro vivem em áreas afetadas pelo crime organizado, segundo pesquisa do Datafolha.
Cerca de 4,9 milhões de pessoas enfrentam o crime organizado na capital e na região metropolitana do Rio de Janeiro. Uma pesquisa do Datafolha, realizada entre os dias 29 e 31 de outubro, após uma operação policial que resultou em 121 mortes, indica que 46% dos entrevistados temem mais os traficantes do que as milícias (18%) e a polícia (6%).
Medo e realidade
Cerca de 4 milhões de pessoas relataram ter visto indivíduos armados com fuzis em seus bairros nos últimos 12 meses. A pesquisa revelou que 68% dos moradores de favelas percebem a presença do crime organizado, enquanto apenas 38% dos que vivem fora dessas áreas compartilham dessa percepção. A margem de erro do estudo é de quatro pontos percentuais e foi realizada com 626 entrevistas na capital e região metropolitana.
Desejo de mudança
Em resposta à situação atual, 59% dos entrevistados manifestaram o desejo de mudar de cidade se tivessem a oportunidade, o que representa aproximadamente 6,2 milhões de pessoas. Esse percentual é o maior desde 2020, quando 57% expressaram a mesma vontade. O desejo é frequentemente mais forte entre os moradores de favelas (65%) e aqueles que aprovam a gestão do governador Cláudio Castro (PL), com 66% desejando deixar a cidade.
Impactos sociais
Esses dados levantam preocupações sobre o impacto do crime organizado na vida cotidiana dos cariocas. A pesquisa mostra que 66% dos entrevistados sentem que as ações do crime interferem diretamente em suas vidas, e 62% consideram traficantes como terroristas. Esses números ressaltam a necessidade urgente de intervenções eficazes para lidar com a violência e a insegurança na região.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








