O inimigo é outro


Reflexões sobre segurança pública e política

O inimigo é outro
Foto: Dora Kramer

A segurança pública, abordada de forma errada, não unificará o país no combate ao crime.

Em Brasília, a discussão sobre segurança pública ganha destaque em meio a um contexto político conturbado. A jornalista e comentarista de política, Dora Kramer, observa que o embate político atual impede um combate efetivo ao banditismo, que não é restrito a um espectro ideológico. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve liderar um processo de unificação de forças para enfrentar a criminalidade, que se alastra sem controle.

A necessidade de mudança na abordagem

Kramer destaca que a segurança pública não pode ser tratada como um mero tema de campanha eleitoral. Para que haja um real enfrentamento da criminalidade, é necessário que o governo organize suas ideias e ofereça soluções consistentes, em vez de se deixar levar por discursos ideológicos. Ela critica a posição de Lula, que, segundo ela, tem se mostrado hesitante ao lidar com a realidade da violência no país.

Repercussões da falta de ação

A jornalista menciona que a inércia e os discursos vazios não resolvem o problema da violência, que se agrava a cada dia. Desde a década de 1980, quando Leonel Brizola proibiu a polícia de atuar nos morros, a elite brasileira tem glamurizado a figura do bandido, enquanto as autoridades evitam tratar do tema com seriedade, temendo rótulos de repressão. A responsabilidade recai agora sobre Lula, que deve carregar a bandeira da segurança sem dividir ainda mais a nação.

O papel do governo

O presidente precisa se afastar de discursos que apenas soam como promessas vazias e adotar uma postura proativa. A crítica à leniência é fundamental, pois a população exige ações efetivas e resultados concretos. O tempo de discursos protocolarizados já passou, e é hora de um posicionamento claro e firme contra a criminalidade, que tem múltiplas facetas e exige uma abordagem abrangente e integrada.

  • A segurança pública deve ser tratada com a seriedade que o momento exige, para que o país possa avançar na luta contra o crime.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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