Itália apreende US$ 1,5 bi em ativos da Campari


Investigação aponta fraude fiscal da controladora Lagfin

Itália apreende US$ 1,5 bi em ativos da Campari
A apreensão ocorreu na Itália. Foto: STEFANO RELLANDINI/AFP

A Itália apreendeu US$ 1,5 bi em ativos da Lagfin, controladora da Campari, devido a uma investigação por fraude fiscal.

Na noite de 31 de outubro de 2025, a polícia financeira da Itália confiscou aproximadamente 1,3 bilhão de euros (US$ 1,5 bilhão) em ações da Lagfin SCA, a holding que controla a fabricante de bebidas Campari. A medida faz parte de uma investigação sobre fraude fiscal, onde se alega que a empresa não pagou impostos após uma reorganização societária.

O caso da Lagfin e a investigação

Os promotores do Ministério Público de Monza indicam que a Lagfin, uma holding luxemburguesa, teria falhado em pagar o imposto de saída sobre ganhos de capital de cerca de 5,3 bilhões de euros (US$ 6,15 bilhões) decorrentes da absorção de uma subsidiária italiana, que possuía a participação controladora da Campari. Essa reorganização teria, supostamente, transferido a gestão e a base tributária para o exterior, o que gerou a responsabilidade fiscal contestada.

Impacto e declarações da Campari

Um porta-voz da Campari declarou que a empresa não se pronunciará sobre o litígio fiscal, mas afirmou que não espera que a situação afete suas operações ou suas subsidiárias. Vale ressaltar que a Campari, famosa por produtos como Aperol e Wild Turkey, não está sendo investigada diretamente. A holding Lagfin, controlada pela família Garavoglia, possui 51% das ações da Campari através de sua estrutura em Luxemburgo.

Esforços de fiscalização na Itália

A apreensão realizada pelo Ministério Público de Monza visa assegurar o valor da alegada dívida fiscal enquanto a investigação prossegue. O órgão ressaltou que todas as partes envolvidas são presumidas inocentes até que haja uma decisão judicial final. Essa ação reflete um esforço mais amplo da Itália para intensificar a fiscalização sobre corporações que realizam reestruturações para fins fiscais, em um contexto de crescente escrutínio europeu sobre fusões que movimentam ativos para fora do país, mantendo operações significativas em sua origem.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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