Conflito na Faixa de Gaza se agrava com bombardeios após troca de corpos

Israel declarou que corpos recebidos do Hamas não são de reféns, enquanto intensifica bombardeios na Faixa de Gaza.
Em 1º de novembro de 2025, Israel anunciou que os três corpos recebidos do Hamas na sexta-feira (31), através da Cruz Vermelha, não pertencem a nenhum dos 11 reféns cujos restos ainda não foram devolvidos. Essa declaração ocorreu após análises no instituto forense de Abu Kabir, em Tel Aviv. O Hamas afirmou que, devido à incerteza sobre a identidade dos corpos, ofereceu amostras para exames antes da devolução, mas Israel recusou e exigiu a entrega completa dos cadáveres.
Conflito e bombardeios
Neste mesmo dia, o Exército israelense realizou bombardeios na Faixa de Gaza, particularmente nos arredores de Khan Yunis, marcando a terceira ação militar desde o cessar-fogo estabelecido em 10 de outubro. As autoridades israelenses acusam o Hamas de violar a trégua por não entregar os corpos. O cessar-fogo previa a devolução de todos os reféns em troca da libertação de prisioneiros palestinos, mas a entrega dos corpos tem gerado tensões crescentes.
Dificuldades na localização dos corpos
Até o momento, o Hamas devolveu os restos de 17 dos 28 mortos, alegando dificuldades em localizar os corpos entre os escombros. Segundo a Cruz Vermelha, é possível que alguns nunca sejam encontrados. A ONU relatou que 78% das estruturas em Gaza foram destruídas ou danificadas durante os bombardeios. Atualmente, permanecem na Faixa de Gaza os corpos de dez pessoas sequestradas no dia 7 de outubro de 2023, incluindo cidadãos estrangeiros e um soldado morto em 2014.
Ações futuras e tensões
Israel já acusou o Hamas de manipular informações sobre a localização dos corpos e de atrasar a devolução intencionalmente. O Hamas, por sua vez, declarou estar disposto a continuar o trabalho de recuperação dos corpos e exigiu que intermediários e a Cruz Vermelha fornecessem os recursos necessários para a tarefa. Não há uma previsão clara para a devolução dos 11 cadáveres restantes, aumentando a pressão sobre ambas as partes.
Com a escalada do conflito, a situação continua a ser monitorada de perto, enquanto os impactos humanitários se aprofundam na região.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








