Crianças no Rio de Janeiro usam mochilas de sobrevivência


Estratégias para lidar com a violência cotidiana

Crianças no Rio de Janeiro usam mochilas de sobrevivência
Crianças usam mochilas com itens de sobrevivência. Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Em meio à violência no Rio de Janeiro, crianças adotam mochilas com itens de sobrevivência e abafadores de som para lidar com os tiroteios.

Em meio à violência cotidiana, as crianças do Rio de Janeiro têm adotado mochilas com itens de sobrevivência e abafadores de som para enfrentar a realidade de tiroteios constantes. Segundo o Instituto Fogo Cruzado, foram registrados 637 tiroteios no entorno de escolas da região metropolitana em 2025, afetando diretamente a rotina escolar e emocional dos pequenos.

Impactos da violência na rotina infantil

A fisioterapeuta e psicóloga Mônica Cirne destaca que a criação de dinâmicas para ajudar as crianças é uma necessidade urgente. Ela relata que, durante uma operação policial, atendeu mães e filhos por vídeo, enquanto eles se escondiam debaixo das camas. Os efeitos da violência têm gerado um aumento em casos de transtornos de ansiedade, além de comprometer o rendimento escolar das crianças.

Ações de apoio e proteção

Organizações como o Núcleo de Estimulação Estrela de Maria, fundado por Rafaela França, têm se mobilizado para distribuir abafadores e acolher crianças atípicas. França já entregou mais de 600 abafadores e espera distribuir mais 300, enfatizando que esses dispositivos não são benéficos apenas para crianças autistas, mas também para aquelas que precisam se proteger do estresse gerado pelos tiroteios.

Necessidade de intervenção e apoio emocional

A psicóloga Edwiges Parra ressalta a importância de mapear rotas seguras e ter suporte emocional para ajudar as crianças a lidarem com traumas. O retorno à rotina escolar e o acolhimento emocional são essenciais para prevenir o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). A situação se agrava com dados alarmantes: desde o início do ano, 14 crianças foram atingidas por tiros, refletindo o impacto devastador da violência na infância carioca.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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